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  • Foto do escritorGenival Dantas

Dois pesos e duas medidas gera empáfia (28/09/2020)





O Fato Sem Politicagem 28/9/2020

Temos uma semana iniciada com muita tensão, tanto na área política como na econômica, foi largada a campanha para prefeitos e vereadores dos nossos municípios, pela primeira vez temos certo distanciamento das principais figuras políticas do país praticamente sendo ignorados pelos postulantes aos cargos majoritários das grandes cidades e Capitais.

Há um consenso informal que os grandes padrinhos políticos, em campanhas anteriores eram os protagonistas na busca de votos para os seus afilhados, hoje esses figurões estão passando despercebidos, pelo menos é o que sentimos nessa arrancada da campanha.


Existe algo em comum tanto na ala governista e a ala opositora, no âmbito federal, seus representantes estão envolvidos em muitas polêmicas em vários aspectos. Na ala situacionista temos nas duas principais Capitais situações de paridade consensual, o presidente Bolsonaro que apoia o atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), considerado inelegível pela Justiça. Portanto, fora de cogitação, por enquanto.


Em São Paulo o mesmo Bolsonaro namora com a indicação do Celso Russomanno (Republicanos), velho azarão, nunca chegou ao segundo turno, certamente o Bolsonaro só vai realmente entrar na campanha se, efetivamente o seu candidato mantenha-se em condições reais para ir ao segundo turno e com chances efetivas de ganhar a eleição, caso contrário ele, Bolsonaro, poderá desembarcar do barco.


Quanto à oposição, essa se encontra bastante dividida, no Rio de Janeiro aquele que seria o trunfo de coalizão dos opositores, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), encontra-se em situação complicada junto à própria Justiça, não sabemos se ele terá condições de disputa até as eleições, demais candidatos oposicionistas, e são muitos, contando inclusive com o PT.

Esses postulantes ao cargo não sabem até é positivo a presença do líder maior da oposição, mesmo condenado pela Justiça, Luiz Inácio Lula da Silva, que continua sendo um verdadeiro incendiário político, considerando até seu discurso demagógico e superado pelo próprio tempo.


Em são Paulo nada muda, temos um distanciamento muito forte na oposição, com o PT usando um candidato de fraca expressão política, o PROS surgindo como uma opção mais provável em direção ao segundo turno, também ficam ariscos quando o assunto se refere aos pistolões, há ressalvas a esse respeito. Por enquanto é que a briga fique entre o atual prefeito, Bruno Covas, com apoio do atual Governador, do mesmo partido, PSDB, e o Russomanno.


Claro que tanto no Rio como em São Paulo há um contingente de candidatos muito grande, precisaríamos de vários artigos para poder cita-los de uma forma individual, apenas estamos fazendo menção aos que estão mais próximos dos primeiros lugares, sem, entretanto empregar qualquer tipo de preconceito de gênero ou partidário, na proporção que eles forem se reversando faremos os devidos ajustes, isso se dará com certeza, uma campanha é muito dinâmica.


Como estamos com problemas de agrupamento de pessoas, acreditamos que todo esforço, nessas eleições, será direcionado ao meio de comunicação digital, a internet tomará o lugar dos grandes comícios e até o famoso peito a peito e até mesmo o insuperável, até então, do famoso gasto de sola de sapatos, os santinhos também serão suprimidos pelo contágio que ele oferece nessa pandemia. Será realmente um novo momento político no Brasil, ganhará os que efetivamente tiverem mais criatividade, jogo de cintura e empatia.


Outro assunto que vem desgastando, e muito, o Governo Federal, é o mal estar causado pelo atual Ministro da Educação, Milton Ribeiro, quando em uma entrevista ao Jornal “O Estado de São Paulo”, em semana anterior, ele tentou se desvencilhar de qualquer responsabilidade do retorna às aulas, após a pandemia, jogando toda responsabilidade, nesse caso, aos respectivos municípios. Ainda, tratou outro assunto no mínimo polêmico, a educação sexual tratada na escola.


As colocações do Ministro, por mais elucidativas e explicativas causaram mais polêmicas, ao ponto da Justiça procurar que ele se justifique, pois o assunto não foi bem digerido pela população. Como o Ministério da Educação é uma pasta problemática, nesse governo, com passagem de dois ex-ministros, é bom que tudo que se volte ao ensino seja dito com muito zero e acuidade para não tomar dimensões que extrapolem o razoável.


Outra celeuma gerada dentro do Governo Federal foi à promoção e cancelamento a posteriori de um número superior de 600, configurando promoção em massa, tudo bem que Legal, entretanto nem tudo que é Legal é moral. Esse caso criou um clima de inconformismo dentro do próprio governo que tenta impor uma política de contenção de custos na economia privada e não sinaliza ações na mesma direção dentro da sua área de atuação.


Fica muito difícil para a população aceitar dois pesos e duas medidas dentro de um regime de guerra igual esse que estamos vivendo, a maioria dos brasileiros partiram para um comportamento solidário, todos tentando se ajudar, verdadeiras ações coletivas e solidárias, enquanto parte dessa sociedade e do próprio governo faz cara de paisagem achando que é com os outros e eles não têm nada com a história contemporânea.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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