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  • Foto do escritorGenival Dantas

Dez anos da Lava Jato e a promiscuidade da Justiça e da Política brasileira
















Velhos vícios, trapos remendados                   21/03/2024

 


Os números não mentem, jamais, com essa introdução é até penoso falar desse projeto de colocar os pingos nos is, dentro da política brasileira tomando por base a Lava Jato, iniciativa que teve como base a caça à corrupção, não fora o erro de base, teria sido a maior descoberta criminosa em todos os tempos, comandada pelo ex procurador Deltan Dallagnol e acompanhado pelo Juiz Sergio Moro.


Os resultados foram surpreendentes, a operação contou com 79 fases, 195 denúncias, resultando em 244 ações penais; 1,9 mil mandados de busca e apreensão com 560 prisões realizadas e 981 pessoas denunciadas; teve 278 acordos de colaboração e leniência com a recuperação de 22 bilhões, atos praticados por delatores e delatados.


Esse resultado foi fruto de um trabalho harmônico com integração do Ministério Público, Polícia Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) além, evidentemente do Juiz Sergio Moro, que teve a coragem de condenar muitas autoridades e poderosos que nunca pensaram que seriam molestados por um Juiz de primeira instância, da 13º vara de Curitiba.


Muitos foram os empresários que denunciaram os marginais assim como eles, corruptores e corrutos, se juntaram para saquear o dinheiro público, dentre eles constava o ex-presidente da República Lula da Silva, condenado a 12 anos de prisão em três instâncias, no ano de 2018, por ter sido considerado o chefe do esquema de corrupção, tomado como o maior esquema do mundo.


A pressão política e jurídica foi maior que o trabalho dos envolvidos na luta pela moralidade do Brasil. O Projeto Lava Jato, foi considerado falho na sua origem e as sentenças dadas em todas as instâncias, depois de longos anos, foram canceladas e seus respectivos processos encaminhados aos seus novos locais para reinício de toda análise; o Projeto Lava Jato, simplesmente, foi anunciado nulo.


O procurador Deltan Dallagnol, virou político, deputado federal, depois cassado, encontra-se defendendo sua causa; o juiz Sergio Moro, hoje senador da República, anda procurando se defender das acusações já com data marcada para julgamento do seu mandato, em Curitiba, fatalmente terá o mesmo final do Dallagnol. O ex presidente Lula, foi descondenado pelo STF, eleito presidente pela terceira vez.


Para quem não acredita em encosto, ele, o Lula da Silva, montou novo esquema com as mesmas pessoas, acrescidas de novos componentes, levando o País à bancarrota, perdeu todo seu vigor político, desacreditado externamente e combatido pelos seus ex seguidores, sobrevive depois de praticamente ter terceirizado seu mandato para o Centrão e outros apaniguados.


Esse é o final de uma história escrita por muitos erros, inclusive por quem pretendia mostrar os defeitos e erros políticos e tragicamente mete o Brasil em verdadeira odisseia, sem direito até mesmo ao contraditório, com os Três Poderes unidos e se protegendo das suas falhas, mostrando ao mundo como é administrar um País sem independência política e jurídica. Esse é um final intermitente, aguarde novos capítulos....

 



Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista

 

 

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