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  • Foto do escritorGenival Dantas

Dessa dança não queremos bis nem com canção antiga(11/06/2021)




O Fato Sem Politicagem 11/06/2021


Nossa administração pública federal, definitivamente, chega ao fundo do poço. Para realização da Copa América em nosso território, a sua liberação só foi possível depois da sentença dada favoravelmente (STF) por 11x0, teve o apoio dos ministros em relatoria da ministra Carmem Lúcia. Esse resultado, mesmo que positivo, fica marcado pela falta de brasilidade de alguns Partidos políticos que tentam desmoralizar toda e qualquer iniciativa do Poder Executivo.


Fica mais uma vez evidenciado que não se pode administrar uma empresa, um país, ou qualquer coisa que o valha, usando dois pesos e duas medidas para situações idênticas, ou mesmo similares. Se nós temos em nosso território e em andamento campeonatos diversos, tanto nacionais como internacionais e não se questiona a possibilidade de transmissão do Coronavírus, quais os motivos que temos pelos quais são passíveis de impedimento desse torneio legal.


É um absurdo o que temos visto no Brasil, depois ficamos criticando o STF e suas intromissões nos outros poderes. O que deve ser feito é que cada Poder tem que se comportar dentro da sua esfera, deixando que os outros atuem livremente, mesmo que tanto o Legislativo e o Judiciário sejam poderes controladores do Executivo para que não ocorram arbitrariedades ou mesmo inconstitucionalidade em determinados atos abusivos que venham ocorrer.


Usando uma colocação chula podemos afirmar que esse tipo de comportamento, do Legislativo levando ao Judiciário toda espécie de ação do Executivo, fica configurado a falta de atividades mais produtivas aos componentes do Congresso Nacional, esses mesmos componentes, em comissão específica, no caso CPI da Coronavírus, em plena ação dos desvairados, parecendo até um corpo espinhoso, sem começo, meio e fim, verdadeiro acidente de percurso no mundo político.


Depois desse vexame da oposição brasileira não podemos esquecer a sanha de outros tantos políticos, que em atitude forésia, se mantendo no linear da estupidez eles avacalham a administração pública ao, em bloco, exigir contrapartidas para aprovarem determinados projetos e em apoio ao Executivo, apoio esse que não passa de temeridade, não há um apoio formal, legal e ideológico, apenas compartilhamentos de interesses momentâneos.


Fazendo o papel de bobo da corte o Executivo, nesse caso, governo Bolsonaro, tem desempenhado ações que chega ao ridículo ao se deixa levar pela chance de ter alguns atos aprovados no dando que se recebe; uma troca de favores, quando congressistas endossam projetos em benefício de liberações de obras em seus redutos eleitorais, caracterizando, dessa forma, uma verdadeira politicagem, com o dinheiro do povo, mesmo não sendo roubo, é imoral e não é Legal duplamente.


Agora que a inflação recrudesce, mesmo com a economia dando sinais de recuperação, fica muito longe dos resultados necessários para sonharmos com dias melhores. Mesmo que o governo volte a ampliar o auxílio emergencial, por mais dois meses, o Refis seja novamente restabelecido para favorecimento aos empresários mais sacrificados na pandemia, à situação continuará crítica, ainda que sejam ações louváveis, na atual conjuntura, mesmo assim, não é o caminho certo.


Tudo que for feito no momento a oposição vai levar para o campo do oportunismo, o governo só vem reagindo em decorrência da aproximação das eleições para o próximo ano, isso é fato, isso é real, também concordo com a narrativa do aproveitamento do caos para benefício político. Infelizmente essa é a realidade da Democracia presidencialista, caso a oposição estivesse no lugar da situação seu comportamento não seria diferente, talvez até pior.


Quando eu falo que podia ser até pior pelo fato de já sabermos dos resultados que tivemos como essa oposição que aí está e que já esteve no comando do país, naquela época muitos recursos foram pagos em propina para que a máquina administrativa funcionasse, mesmo que precariamente. Esse final nós já sabemos e não queremos repetição, para nós o que nos interessa é ausência dos dois blocos políticos, Bolsonaristas e Lulopetismo, que nos venha uma terceira via, de fato e real.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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