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  • Foto do escritorGenival Dantas

Depois de dois milênios ressurge o novo Pôncio Pilatos (26/08/2021)







O Fato Sem Politicagem 26/08/2021



Só faltava essa para que a cena da insolência brasileira ficasse completa, em pleno Congresso Nacional, sem necessidade de muita fustigação, provocações, ou até mesmo admoestações, aquele que surgiu de um momento para outro, como um senador neófito, aparece entre tantos, não se faz de arrogante e é aclamado o presidente de primeiro mandato, roda a baiana do seu babalaô, lava as mãos, cercado por muitos foliões fora de época arquiva pedido de impeachment, simples assim.


Não sei exatamente se o presidente do Senado e, por conseguinte do Congresso Nacional, se verdadeiramente é corajoso, franco atirador, premeditado, quem sabe até o prometido, sei apenas que, Rodrigo Pacheco, de uma só canetada ele pôs ordem no tabuleiro de xadrez, escanteando Bolsonaro, Arthur Lira (hipocorístico Pancho Vila de Bolsonaro) presidente da Câmara, mais ainda, o mais, o suprassumo dos ministros do STF, Alexandre de Morais, todos embasbacados.


Confesso, não parei para pensar se foi um gesto pensado ou apenas um ato falho, mas no atual momento político que atravessamos nada podia ser tão inerente ao contexto como esse arquivamento. Como se dizia no nordeste nos finas dos anos 1950: “uma verdadeira lapada”. O gesto do Pacheco colocou muita gente para tomar tranquilizante para tentar uma noite de sono, pelo menos relativo, o gesto é composto de muitos significados e pontos nos is.


Objetivamente, o que aconteceu foi o que o mundo político nacional não esperava quem sabe, ele colocasse o assunto sob malhete até que muitos aspectos divergentes tivessem, ou não, solução de continuidade, difusa sensação de controle, interveniência de várias correntes, críticas e opiniões de muitos pataqueiros de opiniões desidratadas, sem nenhum fundamento lógico, ou aproveitável, quirela da mixórdia, estorvos da pluralidade humana, rascunhos da insanidade em marcha.


Quando há um dilúvio, no momento seguinte é preciso que alguém se jogue nas águas barrentas na tentativa de atravessar o rio, de uma margem à outra, mostrando aos demais sitiados que a tragédia não é tão grande quanto parece sê-la. Nesse momento me lembro de uma frase do poeta do impossível, Augusto dos Anjos: “a mão que afaga é a mesma que apedreja”, em um único gesto, ele acomodou fatos dissonantes e discordantes, convergindo os opostos e sem nenhuma atração.


Litigar também é preciso para mostrar que nem tudo são pueril, ou senil, muitas coisas ficam diferentes, elas se manifestam com a clareza das nuvens e o brilho do sol, entretanto, no finalmente damos a aparência que nos apetece. Não sei a opinião de muita gente, posso afirmar, dentro do meu ponto de vista que essa sensação de agonia, situação mal resolvida, essa comida sem saber ou cheiro do tempero do mato e morna, não agrada ninguém, ordem no chiqueiro.


Nós, brasileiros que amamos a terra que nos viu nascer, chorar, amar, lutar e continuar, estamos sendo feito de bestas, por agentes políticos menores que nós, pessoas que querem apenas tirar proveito da situação, nos jogando uns contra os outros, o que vale para esses é o nosso voto, a forma que eles têm para conseguirem seus objetivos materiais, dentre eles estão os Bolsonaristas Lulopetistas e outros istas que possam surgem em nossos caminhos.


Chega de assistir a volúpia dos políticos demagogos que usa o povo coma massa de manobra, é chegado o momento de lutar pela nossa causa, pode ser uma luta silenciosa, mas firme, com endereço certo, sem tomar partido por qualquer corrente política, ou ideologia descomunal, não use sua capacidade física e mental em benefício de terceiros, utilize sua energia para conseguir melhores coisas para a sua família, essa sim, é o seu sustentáculo e a sua bandeira.



Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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