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  • Foto do escritorGenival Dantas

Delonga nunca foi demanda (21/05/2021)

Atualizado: 21 de mai. de 2021




O Fato Sem Politicagem 21/05/2021


Tentando imitar a paciência de Filó, ontem me sentei ao sofá, procurei me cercar de papeis e canetas para não perder nenhuma pérola que viesse da CPI do Coronavírus, abasteci a mesinha de centro de água e café, liguei a TV e o espetáculo tragicômico começou: manhã de 20 de maio, ontem, segunda parte do depoimento, ou inquisição do general ex-ministro da saúde, Eduardo Pazuello, seus instigadores a postos, sete contra, quatro favoráveis, uma verdadeira peleja para ser repassada para a história como se antecipa uma disputa eleitoral de 2022 para metade do ano de 2021.


O desenrolar dos fatos foi um triste e melancólico quadro, ao vivo e a cores, em jogo a possibilidade de se mentir mais ou menos, dependendo da ótica de cada expectador e ou telespectador, transmitido ao vivo por canais de televisão além da mídia eletrônica que prestigiava o fato como uma situação de extremo valor midiático para a audiência dos seus canais. Verificava-se ali que nem oposição e nem mesmo a situação tinha proposta legal para apresentar ao grande público, nesse caso, ambos perderam em se apresentarem tão vergonhosamente, ganhou a mentira enrustida na política.


Foi estarrecedora a participação do general Pazuello, de forma deliberada, ele solitariamente, tentou de todas as formas e conteúdos, desassociar a figura do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, dos fatos apresentados na CPI pelos inquisidores oposicionistas, mais ainda, se colocou como para choque ou para raio, amortecendo todos os golpes que eram dados contra o governo Bolsonaro, via ministério da saúde, com mira certeira e eletrônica na cabeça do presidente em questão, tudo bem arquitetado como se fora um ensaio de uma peça de teatro.


A situação, representada pelos quatro senadores, que as regras permitiam, tentavam socorrer o general em ação, nada conseguia frear a saga demolidora dos se autointitulados paladinos da verdade, deixando claro que estavam em defesa das vidas dos quase 450 mil brasileiros derrotados pela pandemia do Coronavírus, fiquei a imaginar quantos nesses onze figurantes não tem contas a acertar com a justiça e com processos pendentes por questão apenas de morosidade e burocracia, mas de gravidade nada a desconsiderar, e se mantendo como verdadeiros Juízes.


Não vou me deter nos pecados e pecadores que fazem parte da CPI em andamento, a começar por sua mesa administrativa, não é tão meritória como se apresenta. Eu já tinha previsto, em texto anterior, que o depoimento do ex-secretário de comunicação da presidência da República, Fábio Wajngarten, era apenas uma amostra do que seria o depoimento do general Pazuello. O que mais me deixou estarrecido foi à postura do general Pazuello, mantendo-se fiel ao presidente Bolsonaro e não observei nenhuma resposta de solidariedade, mais contundente, dos seus correligionários.


Tudo bem, aceito que o general Pazuello não teve uma administração, no ministério da saúde, considerada exemplar, muito pelo contrário, foi no mínimo decepcionante para quem tem no curriculum a patente de general do Exército brasileiro, mesmo que ele não fosse um conhecedor de medicina, como se declarou, entretanto ele tinha a obrigação de desempenhar o papel de estrategista ao desenvolver a logística e distribuição dos medicamentos e vacinas dentro de prazos razoáveis, dando celeridade nas compras e entregas, mesmo depois da fatídica Pfizer.


Fazendo uma avalição do que foi conduzido até agora, volto a repetir, o Brasil, como um todo, sai perdendo dessa desastrosa página chamada CPI da Coronavírus, somente a mentira e a desfaçatez sai ganhando. Perde a política pelo nível de políticos que se apresentam para tomar depoimentos, já previamente direcionados para um resultado preestabelecido; perde o Exército brasileiro por permitir que o seu generalato fique exposto ao ridículo como foi feite nessa última sessão de torturai, imposta a um dos seus membros e por cima na ativa, lamentável!


Considerando que o Presidente da República é a figura máxima da nossa República, Bolsonaro deve estar satisfeito, ele conseguiu fazer com alguém do seu circulo militar, se ele queria se vingar dos generais que fizeram que ele desistisse da carreira militar, ele foi cirúrgico; a classe politica, com algumas figuras nada proficientes, consegue, com o drama da morte de quase meio milhão de brasileiros, a façanha de antecipar a eleição presidencial de 2022; os brasileiros prostrados sobre a cruz que carregam pedem clemencia e um futuro de melhor ensejo no mundo político.

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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