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  • Foto do escritorGenival Dantas

As lições que ficam nem sempre são as mais positivas

Atualizado: 5 de dez. de 2022














O fato sem politicagem 05/12/2022



Hoje, 05/12/2022, vendo o jogo do Brasil, cujo placar final foi de 4x1 para a nossa seleção contra a Coreia do Sul, enquanto eu via ao jogo aos poucos fui sendo vagamente sendo transportado para situações de tempos passados e fui fazendo um paralelo entre a realidade que eu via e as imagens que iam surgindo provocadas pelos lances que iam se apresentando de forma aleatória, mas seguindo sempre um ritmo positivo, ou negativo dentro de um cadencioso.



Na proporção em a equipe brasileira ia administrando a partido e a superioridade técnica dos nossos jogadores iam se apresentando em campo, com o retorno, principalmente do Neymar Junior, a tranquilidade do tempo foi surgindo, sem nenhum açodamento, as jogadas foram ficando mais produtivas com o placar aos poucos se dilatando de forma que foi construído um número de 4 gols favoráveis ao Brasil, apenas no primeiro tempo.



Muitos filmes passaram pela minha cabeça, imagens de grandes jogadores que fizeram a história do nosso futebol mais brilhante e empolgante, como vi jogar o Pelé, o maior nome do nosso melhor esporte, garrinha e sua alegria com suas pernas tortas, Didi e sua folha seca, Ademir da Guia e seu futebol clássico, sendo sempre coadjuvado no meio campo do Palmeiras, pelo seu parceiro de meio campo, Rivelino com drible curto com seu pé esquerdo, levando a torcida fiel do Corinthians cada vez mais eufórica.



O que falar do Pedro Rocha, o uruguaio com seus passes certeiros para finalizações do Serginho Chulapa, a Portuguesa com Badeco, Zé Maria e tantos outros atletas que tantas glorias deram ao futebol paulista. Não podemos esquecer o Maracanã do Zico, Roberto Dinamite, e outras feras do futebol carioca, fui ver a estreia do Tostão no Vasco, comprado junto ao Cruzeiro, lembrei ainda do Givanildo e Luciano, no Santa Cruz pernambucano e o Baiaco e Sapatão na Bahia.



Ao mesmo tempo fui traçando um paralelo entre a minha vida real e aquele primeiro tempo de futebol, lembrei do meu início no serviço de radiofonia, comecei com sonoplasta de um serviço de alto falantes no interior da Paraíba (Pombal/PB) mas segui outras atividades que me fizeram acreditar numa possibilidade maior para a minha sobrevivência, fui trabalhar em farmácia, iniciando como serviços gerais, repositor de estoque e balconista.


Fui levado pela força do destino para um grande centro regional, no caso Recife/PE, fui estudar e trabalhar em distribuidora de medicamentos, com 16 anos coloquei meu primeiro terno para fazer propaganda médica, na sequência fui vendedor, supervisor, gerente, finalmente, proprietário de Laboratório Farmacêutico, pequeno, mas era um Laboratório da Farmacopeia brasileira. Nesse resume parece até que foi fácil! Nada mais difícil é realizar um sono acalantado, principalmente para quem nasceu descendente de pobre...



Em 45 minutos muitas histórias vieram às minhas lembranças, como o placar era positivo as histórias eram também positivas. Já no segundo tempo, os 45 minutos não foram os mesmos, com o jogo acabado o placar final era de 4x1, portanto, um meio tempo favorável aos adversários por 1x0 para eles. Assim como o jogo que ficou truncado, parecia um filme em preto e branco, com atletas esmorecidos, a impressão era que estavam pedindo para a partida terminar.



Por incrível que possa parecer as histórias de sonhos foram transformadas em cenas de derrotas, em um resumo de fatos que nunca deram certos em minha vida, a vida não é feita só de sucessos, é uma partida de futebol reiniciada a cada dia e na hora em que o sol se levanta, temos que ficar preparados para todas as circunstâncias que virão no decorrer dos dias. Só os fortes chegarão no final da estrada agradecido a todos e tudo que lhe foi proporcionado, principalmente as derrotas.



Estou me sentindo tal e qual alguns atletas que estão no lusco fusco da sua capacidade atlética, a aposentadoria se aproximando, mas os compromissos ainda lhes dão forças para superar as sequelas que o tempo nos impõe. O campeonato de futebol para eles continua e o partido da vida não acabou para o meu corpo cansado, o que vale eles e para minha felicidade é a certeza que chegaremos inteiros até o apito final. Isso também é um fato.




Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista

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