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  • Foto do escritorGenival Dantas

Da bagaceira ao bagaço o Brasil não foge dos seus percalços













Novo governo velhas práticas 11/08/2023



Quando foi lançado em 1928, A BAGACEIRA, o romance de José Américo de Almeida (1887/1980) traziam no seu contexto a crônica de um país regional com toda fome provocada pela seca e a migração do nordestino humilhado, como sempre, pelos senhores de engenho e a lei dos mais fortes impostas pelo atrevimento do político malandro que dominava no cenário nacional, até hoje a situação prevalece de forma absoluta e traiçoeira, agora denominada friamente de bagaço.



Não há distância entre a bagaceira e o bagaço, apenas palavras atualizadas, mas traduzindo a mesma situação de penúria que passa o brasileiro rude e amante da terra em que vira nascer, cujo sentimento lhe magoa a alma se for mal interpretado e se faz defensor das angustias que carrega no peito doído e sôfrego pela luta constante e sempre desvalida pela sua certeza que sempre será um retirante em sua terra natal.



O Brasil tem a forma de um país em constante conflito interno, entre eles e nós, essa denominação foi estabelecida recentemente por uma ala política denominada de Lulopetismo, simplesmente para poder separar o rico das demais classes, normalmente tida como assalariada e domada pelos sindicatos importados de outras terras e épocas distantes, mas que trouxe brigas, separações, desuniões e até mesmo o retrocesso em nome do progresso.



Volta ao Poder o mesmo Lulopetismo que impregnou o país de ódio, roubo do erário público, corrupção ativa e passiva, o verdadeiro significado da incongruência política e a degeneração entre os povos antes ordeiros e zelosos nas suas atividades, simples, porém objetivos e leais aos seus propósitos. Somos uma porção de pessoas largadas pelos cantos do país em busca de uma solução para sobrevivência sem a menor chance de darmos certos.



A patifaria que toma conta do governo atual é a mesmo do início dos anos 2000, precisamente 2003, primeiro governo Lula da Silva, e vem se desenrolando, sem nenhuma melhora, até mesmo um hiato ocorrido entre 2019/2022, governo Jair Bolsonaro, governo Michel Temer não deixou de ser o continuísmo, foi um verdadeiro desastre, quando se acha que estávamos construindo um giro fizemos um giral, apenas conceitos diferentes, mas de erros recorrentes.



Esse mar de lama em que estamos afundados, até mesmo uma parte das forças armados foram tragadas pela escória política e faz parte de escândalos de venda de joias recebidas pela presidência da República, enquanto Jair Bolsonaro era Presidente, fato a ser efetivamente comprovado, porém já lança sobre a honra nacional o lodo da vergonha que enluta a história honrada dos nossos militares, por conta de um capitão de poucos escrúpulos.



Se Lula da Silva é um presidente de um passado nada recomendável, com uma vida pregressa desmoronada, o Jair Bolsonaro não merece o respeito de um ex-presidente da República, por tudo aquilo que ele menosprezou enquanto presidente. A história política brasileira precisa melhorar bastante para que ela seja lembrada, no futuro, com um pouco de orgulho do nosso passado e presente, infelizmente, estamos fadados a não termos futuro, pois nosso passado é inglório e nosso presente é um fracasso.




Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista










































































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