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  • Foto do escritorGenival Dantas

Díspares e uma nação em pânico (10/03/2021)


O Fato Sem Politicagem 10/03/2021


Ratificando uma teoria conhecida desde a infância, quando aprendemos com a propriedade comutativa, na multiplicação, a ordem dos fatores não altera o produto, a tomada de decisão do ministro Edson Fachin (STF) considerando a 13º Vara Federal de Curitiba, leia-se Juiz Sergio Moro, não tinha competência para julgar os casos com envolvimento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, alegando que os casos não tinham vínculo direto com o escandaloso desfalque da Petrobrás, página principal da Operação Lava Jato.


Esse fato deixa o ex-presidente Lula, livre, leve e solto, pelo menos até que a situação seja deferida ou não pelo plenário do Supremo e ou até mesmo o processo sendo encaminhado para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) o que já foi feito pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) considerando o fato consumado e mandando para arquivo.


O ex-presidente Lula ficando sem as amarras judiciais, apto para concorrer às eleições de 2022, elegível, com o presidente Bolsonaro entrando no páreo, fica convalidada, para azar dos brasileiros, uma disputa eleitoral com equivalência entre dois candidatos preferidos pelas massas, de sinecuras idênticas, vaidades expostas com a truculência dos desvairados, possuidores de uma megalomania dos intrépidos, conjugado com a capacidade inigualável de destruição total, comparáveis ao cavalo de Átila, onde pisava não nascia capim.


O brasileiro não tanta desgraça em um só período, além da pandemia sanitária nos encontramos no meio de uma tormenta política e jurídica nada razoável, pelo contrário é trepidante, o gesto do Fachin pode ser Legal, entretanto fica longe de ser moral. Conviver com uma pandemia já é difícil, imagine ter que suportar a insegurança que virá por conta dessa incerteza que ficou criada com a possibilidade, real, de o Lula se eleger novamente, ou o Bolsonaro for reeleito, sinceramente isso será uma tragédia anunciada e relevada pela população.


Temos que advogar uma nova vertente, que não seja a melhor, mas que não venha com a participação dos desvios de recursos do erário e até mesmo de ministérios, empresas estatais e capital misto, ocorridos em governos do Lulopetismo. Não podemos admitir a recondução do atual presidente Jair Bolsonaro, com a postura de um desequilibrado administrativo, sem nenhuma capacidade técnica para administrar um país, ou qualquer projeto de vida e com alto índice de déficit de humanidade, apresentado no atual momento de crise.


Dessa forma, entendo que teremos muitas dificuldades doravante, além desse compasso de espera na área política, que é desoladora, temos que conviver com os estragos feitos pela pandemia do Coronavírus, seus efeitos colaterais e diretos, no caso da economia, trabalho e da dívida pública feita nesse período, mesmo justificável pelo alcance social, porém de difícil solução mediante um mercado nada consumidor, restritivo, com salários defasados e um povo sem orientação e liderança inexistente.


Estamos definitivamente mergulhados numa crise sem precedentes, fomos atingidos por uma crise sem nem mesmo ter saído da anterior, os últimos cinco anos foram perversos. Culminando com o despautério da própria natureza, a constante onda de novas cepas do Coronavírus, tem nos levado ao isolamento social, e a difícil situação dos governos estaduais em manterem a população consciente de seguir os protocolas preconizados no combate ao vírus.


Se não há, ainda, um remédio para cura do Coronavírus, o mal que nos assola, física e mentalmente, temos que pensar no outro, se não queremos pensar em nós mesmos, participar com a parcela de contribuição, ficando longe das concentrações humanas, com a prática de uso de máscaras, em qualquer ambiente e a assepsia pessoal, pelo menos em respeito ao próximo.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista








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