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  • Foto do escritorGenival Dantas

Como seria o sonho

Atualizado: 12 de dez. de 2018


Certamente o sonho possível seria o contrário das nossas assertivas, o máximo das nossas ilusões, o silêncio do sino na torre da igreja, o campanário das covas rasas estrategicamente administradas pelo ideário amorfo da megalomania dos pensamentos ideológicos dos saltimbancos perambulantes que buscam nas sombras das arvores e sob as lonas costuradas dos circos caças níqueis que alimentam a fome dos menos meritórios artistas dos sertões sedentos de uma cultura mais próxima da imaginação dos que tentam criar um mundo de tantas emoções e de heróis fantásticos.


Com certeza sairia de nossas mentes e procurava buscar na coragem e nos corações ajuizados e na concepção dos bem aventurados a certeza das vitórias mais cristalinas e a efetiva realização dos sonhos sonhados e nunca executados pelos vaidosos de baixa resistência e de um volume astutamente acalantado no peito de um medíocre e desolado sonambulo e menoscabado da figura mais desajeitada daquele medíocre atleta de memórias curtas e de poucas agilidades nas suas armas de duelos que nunca enfrentaram seus oponentes em noites de lua cheia ou de quarto minguante, apenas vaga por sua mente os combates imaginados em seus cavalos de pau ou de cabo de vassouras sempre lutando e uniformizado pelo azul ou vermelho, sob a luz vindas dos postes ainda em madeira, a iluminar as ruas esburacadas de difícil acesso as avenidas bem conservadas e logradouros de um trato bem ao estilo de bons cidadãos que vivem em servidões de meritórios conservadores, buscando amparar sua simetria e sua educação no escopo dos seus limites.


Assim se faz os contornos das ações de quem bem se comporta no seu espaço e na sua limitação, fazendo se impor a sua importância e seus objetivos junto a sociedade que se compraze com os gestos e ressonância das atitudes calcinantes bem delineados aos mais radicais dos mandatários, mesmo que ignóbil, senhor das terras e das calçadas cuja largura era sempre medida e imposta pelo seu senhor, nunca marcada pelo prefeito senhoril. Essas condutas sempre foram impostas pelas circunstancias e pela imposição dos mais abastados e sempre prevalecia a ordem dos que tinha a voz mais estridente e possuído de desejos políticos e sempre voltado para o comando das terras que tinham como mandatários os mais chegados aos reis e seus asseclas, essa sempre foi a Lei das terras sem Leis.


Agora a terra não tinha mais um controle central, muitas decisões eram divididas entre vontades e desejos de muitos, talvez por isso nada seguisse um ritmo convergente ao centralismo, muita coisa era modificada até mesmo antes de uma avaliação mais comedida e abalizada por quem de direito, tudo isso pesava nas decisões convenças. Por tanto, as razões de muitas desditas foram debitadas na conta dos desencontros e dos desvios de conduta, nada que se pudesse resolver de uma outra forma, por essas e outras razões o País é a terra das saracoteias, dos vícios de linguagens e de contornos discrepantes.


Genival Torres Dantas

Escritor e Poeta

genivaldantasrp@gmai.com


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