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  • Foto do escritorGenival Dantas

Chilique é para os fracos e ausentes, esses nunca têm razão(01/02/2021)



O Fato Sem Politicagem 01/02/2021


Final de janeiro e inicio de fevereiro, estamos no início de muitos fatos relevantes para a preparação política e social desse ano que é uma sequência material das mazelas do ano anterior e entrante ao mais sofrido caso de pandemia que temos vividos nos últimos 100 anos, por conta da Coronavírus, razão de muito contorcionismo mundial para tentarmos fugir do mal sanitário e moral que se abate sobre nós.


Nas escolas, predominantemente, dedicadas aos mais jovens, local de cuidados especiais, muito embora seja uma camada da sociedade menos afeta a epidemia sanitária, não podemos descuidar da saúde mental desses alunos que se ressentem da convivência social, dependendo do seu nível social, carente das refeições fornecidas pelas escolas, muitas vezes sendo essa a mais significativa para muitos.


O mundo empresarial, mormente os pequenos empreendedores são acossados pela inabilidade de muitos governantes que privam essas pessoas da possibilidade de prover seu próprio sustento, impondo regras e condições direcionadas apenas aos que mais sofrem por comporem um quadro de pequenos comerciantes sem capital de giro suficiente para se sustentarem durante uma crise, mesmo que pequena e rasa.


É preciso que os lucros e perdas de uma pandemia sejam divididos equitativamente entre todos, não podemos sacrificar uma parte em detrimento, muitas vezes, de uma leva privilegiada apenas por escolha de setor econômico, se faz necessário dividir o ônus e as benesses com todos, muito embora saibam que é uma situação de difícil julgamento e escolha, porém é preciso um exercício de humanidade muito forte e repleto de acuidades por quem tem o compromisso de escolhas.


Hoje, dia primeiro de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) reabre seus trabalhos, hasteando a bandeira da paz entre os Poderes da República, o discurso inicial do seu presidente, ministro Luiz Fux, foi eloquente, pujante e pungente ao mesmo tempo, certeiro e endereçado ao seu convidado mais ilustre, presencialmente, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.


Fux foi claro e objetivo, fez loas aos que fazem do mundo científico e médico, quando tratou da pandemia em andamento em nosso País, condenando os vassalos do negacionismo. Se o presidente Bolsonaro for religioso, como se diz ser, terá que rezar algumas novenas como castigo ao seu escrutável comportamento enquanto presidente no decorrer dessa nefasta pandemia.


Enquanto isso, o Congresso Nacional se prepara para as eleições dos futuros presidentes das duas Casas, Câmara e Senado Federal, ambas com postulantes ao cargo, praticamente definidos, caso não ocorra nenhuma traição maior ao presidente da República que vem investindo fortemente em dois candidatos do Centrão e que aparentemente tem vantagens sobre outros candidatos que se ofereceram ao sacrifício de amanhã se tornarem inimigos do Poder Central.


Já dei meu parecer anteriormente, sou contrário ao Executivo coaptar membros do Legislativo via oferendas e ofertas mirabolantes, principalmente quando os prêmios são pagos com dinheiro público, na hora de privilegiar projetos pessoais, ou seja, antecipando verbas e prometendo cargos para apadrinhados em troca de favorecimento na hora de aprovação de futuros projetos dentro daquelas casas.


O que nos deixa mais triste é sentir que, especificamente, o atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, numa prova inconteste do seu desvio de personalidade, na última hora do seu mandato, ter agido com personalidade dúbia e em verdadeiro chilique, cena oferecida apenas pelos mais fracos, faz promessa de tentar usar de pedido de impeachment, contra seu adversário maior, Jair Bolsonaro.


Muitos aliados do Rodrigo Maia tentam demulcir e demovê-lo dessa ideia marota e suicida, ele que ainda é jovem e tem muita lenha para ser queimada nessa fogueira chamada de política. Igualmente, é tacanho esse pensamento ordinário, ele teve dois anos para colocar em votação qualquer pedido de impeachment, dos mais de 60, dentro da Câmara, feitos por diversos partidos políticos, não sabemos por quais razões ele simplesmente engavetou a todos, sem a menor desfaçatez.


Volto ao tema da incredulidade, o papel do Bolsonaro é simplesmente ridículo ao se prestar ao papel de comprador, mesmo que indiretamente, de votos, dentro do Congresso Nacional, para sustentação política do seu cargo e a possibilidade de por em prática as pautas que não seguiram adiante nesses dois primeiros anos do seu governo.


Vou continuar acompanhando o desenrolar dos fatos lá no Congresso, amanhã voltarei ao tema a respeito do final desse assunto, pelo menos na Câmara Federal há a possibilidade das votações se estenderem pela madrugada, caso ocorre segundo turno.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista








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