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  • Foto do escritorGenival Dantas

Catervas da Democracia(01/06/2020)



Há um chavão na linguagem popular que diz: errar é humano, eu completo, insistir no erro é no mínimo catatônico. O que temos assistidos nos últimos dias é simplesmente algo fora da realidade, ou mesmo como se escreve ultimamente, pontos fora da curva. Quando vejo o movimento de pessoas cheias de ódio, principalmente personagens que fazem parte da nossa administração pública, não tinha certeza, mas já imaginava que a sequência seria danosa ao Estado brasileiro.

Fala-se muito na arrogância, prepotência e falta de assertividades por parte do Presidente da República, comungo com o mesmo pensamento. Entretanto, há de se ponderar o grau de investidas sofridas pelo Presidente vinda dos seus adversários e dos outros Poderes da República, não me recordo de ter lido ou visto qualquer outro presidente, de ter sido, numa Democracia Republicana, ser tão molestado quanto o Presidente Bolsonaro.

Os desagravos constantes sofridos pelo Presidente, não sei se por isso, ou também por isso, tem transformado Bolsonaro em poço de combustível gasoso, ladeado por usinas de comburentes, na presença de uma chama o resultado é simplesmente fatal. Não estou querendo julgar o referendado em um apóstolo de Cristo, mas ele não é o único belchior nos alfarrábios da Constituição brasileira.

Se prestarmos atenção às atitudes da maioria dos componentes do STF (Supremo Tribunal Federal) chega a ser penoso e escorchante, o preço que ele, Bolsonaro, está pagando pela sua conduta no exercício do seu mandato é diametralmente humilhante para quem chegou a mais alta posição de um país presidencialista. Ainda, sabemos que suas atitudes levaram ao Legislativo implantar uma democracia relativa, ou simplesmente parlamentarismo branco, expressão usada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, querendo, esse, justificar o injustificável.

Tomando por base uma situação até certo ponto esdrúxula, fica mais demeritória a posição dos Poderes, quase que opostos e insociáveis, misantropo mesmo, quando se trata na relação da convivência harmoniosa, mesmo independentes, como deveria ser. Empáfia é o que prevalece, denotando-se prosápia. Não tenho dúvidas que o conjunto da obra, ou seja, a caricatura que virou os Poderes da República é tão responsável quanto um baú de mixórdias.

Aumentando o ar de combustão entra no gasoduto a burla da insignificância humana travestida de defensores da democracia, empunhando bandeiras da desobediência civil, paus, pedras, socos ingleses, as mesmas armas usadas no período dos governos do Lulopetismo e os anteriores do socialismo moreno ou coisa que o valha. Pessoas vestidas com o manto da escuridão, usando até mesmo uniformes de torcidas de futebol, só não sabemos se indevidamente, ou não, mas é fato, ficou gravado nos vídeos que acompanharam o desenrolar de quase uma tragédia anunciada.

Quando a relação de ódio entre os três Poderes se encaminharam para o terreno do quem manda sou eu, sabíamos que o final não seria dos mais saudáveis, o que mais nos angustia é que esse comportamento nada republicano só nos leva dos conflitos aos confrontos e vencerá o que for mais forte.

Esperamos que a mais forte seja a razão e a determinação da Lei, essa é a única que impreterivelmente não pode ser violada, principalmente, em nome da Constituição, muito embora, todos invocam a verdade em seu nome, nesse momento só há um Poder independente, verdadeiramente, para intermediar os conflitos e implantar a paz, sem levantes, ou revolução, as Forças Armadas, o resto não passa de coadjuvantes.

Genival Torres Dantas

Poeta, escritor e Jornalista

genivaldantasrp@gmail.com.br



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