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  • Foto do escritorGenival Dantas

Catáfora do STF enterra a Lava Jato




No projeto contra abuso de autoridade aprovado pelo Congresso e a hermenêutica criada pela maioria do Supremo Tribunal Federal, ratificada dia 02 de outubro próximo, aliados a insana declaração do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot praticamente desmanta toda força tarefa montada a partir de Curitiba/PR, principalmente se depois da análise do habeas corpus do ex-gerente da Petrobrás Márcio de Almeida Ferreira, tiver por consequência retroatividade aos demais processos na mesma linha de discussão, cujos cumprimentos das penas estão em andamentos.


Confesso que a semana próxima passada foi de fazer o brasileiro chorar em alemão. As providencias tomadas pelo STF, indo de encontro a tudo que os brasileiros tinham como vitória pelo castigo dado aos operadores dos malefícios feitos contra o erário público, pelos corruptos confessos e os nãos confessos, em fase de constatações e definitivas, estão vendo suas alegrias virarem quimeras, para tristeza e desgosto de todos. Como a ciência Jurídica fica bem distante das ciências exatas, depende muito da interpretação de cada Juiz, Desembargador ou Ministro, para cada sentença, quando se tem a análise de 11 o final é inimaginável.


Aliado a esses fatores um fato novo ocorreu para desespero dos que defendem a ausência de impunidade aos corruptos da Nação, aquele que foi um dos baluartes da Operação Lava Jato, não só pela importância do cargo, mas pela sua posição firme e inconteste na avaliação e despacho dos fatos, o PGR Rodrigo Janot, simplesmente anuncia seu desequilíbrio ao informar em várias agências noticiosas sua intenção era, em 2017, assassinar o Ministro Gilmar Mendes, STF, e na sequencia cometer outro ato extremo que seria o suicídio, dentro do Supremo Tribunal Federal, para tanto, esteve com o referido ministro e no local indicado, entretanto, não teve coragem de disparar a arma.


Não sei se o procedimento está correto, mas um dos ministros do próprio STF, no caso, Alexandre de Moraes autorizou busca e apreensão no apartamento e escritório do Sr Rodrigo Janot confiscando arma e tablet, ainda, proibiu o Sr Janot de não entrar no edifício do STF, e não chegar próximo do ministro Gilmar Mendes, no raio de 200 m. Essas recomendações são para segurança dos envolvidos, acredito que não se trata de um assunto de segurança, jurídico ou mesmo policial, porém de caso psiquiátrico, é um caso muito grave para se tratar de apenas diferença pessoal qualquer que seja o motivo.


Na outra ponta do iceberg o Poder Executivo, definitivamente, retrocede no seu discurso, esquece promessa de campanha e compromissos com seus eleitores e começa a negociar junto ao Congresso Nacional cargos para o segundo escalão, fugindo ao índice técnico e se voltando ao apelo político, em verdadeiro conluio ou compadrio, o termo e interpretação fica a gosto do leitor.


Tudo isso, fica aparentemente explícito que se trata de uma troca de gentilezas, ou afagos de cavalheiros, pois se aproxima a data da indicação e aprovação do deputado federal Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil em Nova Iorque, embaixada mais cobiçada da coroa, e o sucesso depende unicamente do Congresso. Como já disse nosso Presidente Bolsonaro, filé é para os seus. Colocação lamentável para um governante de uma República Democrática!


Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantasrp@gmail.com

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