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  • Foto do escritorGenival Dantas

Café com pão, bolacha não




Seria iníquo ou até mesmo desventrar o pecado da insensatez de rasgar o ventre para conhecer de perto a origem da vida como assim agiu o pecaminoso Calígula na sua insanidade quando se achou superior ao milagre da vida, ou mesmo o próprio Nero para sentir se existia uma chama maior que a chama da sua vida, ele se sentia o próprio ápice da Divina Comédia e o gesto maior das atitudes de Deus, mal sabia ele que muitas criações estavam por vir num futuro próximo, tudo seria uma questão de fé e crendice, os últimos milênios são provas suficientes da nossa afirmativa, e a história é o testemunho da nossa fé e profecia dos crédulos que souberam acreditar com toda esperança dos bons profetas da palavra de Deus.


Estamos passando por um processo distante do “café com pão, bolacha não”, esse adágio muito antigo, aliás, ainda se usa sem a mesma conotação da sua época, mas que nos lembra dum período dos mais notáveis quando a palavra era sempre usada como garantia de honradez e a qualidade dos propósitos dos homens, fundamentalmente, aqueles que faziam suas carreiras sempre agregadas à ciência das políticas e filosofia sociais, eméritas honras a quem se doava aos bons costumes entre a prevalência entre os humanos.


Despropositadamente, estamos saindo de uma era ainda de muita compostura e de prazos assumidos pelos tratantes e seus asseclas transpuseram várias discórdias e guerras entre fronteiras e longe delas, o que se buscava era exatamente a força pelas armas recém-inventadas, o que se queria era exatamente mostrar poder, independentemente de justiça, a famosa força pela força, coisa bem sedimentada na proporção que anos, décadas e séculos se passaram e o homem continuou nas suas conquistas baratas e desqualificadas. Por último tivemos a ascensão do PT (partido dos trabalhadores), surgido do idealismo e sucumbido pelo próprio desejo por não ter como continuar numa luta sem alicerce e filosofia de sustentação ideológica, uma verdadeira catapulta obsoleta, na sua origem, sem pé e sem cabeça, uma barafunda insipiente querendo se impor e se manter pelo caos, única formula conhecida pelos seus idealizadores.


É como se o corpo estivesse desmilinguido e sem reação pelo próprio estágio da complementariedade e das consequências decorrentes da fragilidade e suas intempéries, todas decorrentes da própria crise existencial, um passo que não passa de um simples gesto ou das próprias demandas das convergentes paralelas, situação tão comum nos interlaço dos descompassos que damos diariamente, significada em cada gesto de retorno, assim era sua consciência diante da realidade da sua própria vida, era sintomático, quase como um quadro real a perseguir suas atitudes seus objetivos e sonhos.


Toda essa sensação se misturava à sua realidade, com os pensamentos voltados para a Praça dos Três Poderes, em Brasília, agora com vários políticos citados na Lava Jato, com fórum privilegiado, portanto, com prerrogativa sobre outros, todos, sendo encaminhados a poderes específicos para a devida justificativa e cobrança das respectivas responsabilidades dos seus gestos irresponsáveis, crimes podem ser menores, mas sempre cobrados por quem de direito.


Essa é a realidade de uma República criteriosa e que tem procurado responsabilizar todos os seus membros e patrícios, seja ele quem for, e assim será sempre. O Brasil é e sempre será uma República Federativa e Democrática, apesar dos nossos contrários.




Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantas.com.br

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