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  • Foto do escritorGenival Dantas

Brasileiros sitiados pela patologia degradante, política e moral (17:10:2019)

O sínodo da Amazônia demostrou claramente a polarização do vaticano e as atitudes de bispos simpáticos aos movimentos da esquerda mundial e manifestações durante as celebrações do aniversário de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e a canonização da Irmã Dulce, nossa primeira Santa, genuinamente brasileira, 12 e 13 últimos e respectivamente.


As homilias dos Bispos e Padres pregadas durante as comemorações em território nacional, especialmente na catedral de Aparecida do Norte/SP, foram de profundas ideias preconceituosas quando esses religiosos partem para a desclassificação do atual momento político brasileiro, administrado pela Direita, especialmente o Governo Federal e seus seguidores, numa clara evidência de defesa da Esquerda nacional.

Essa quase interferência na vida pública nacional só estremece relação Estado igreja católica, em verdadeiro desserviço ao Estado e a própria instituição igreja. Os religiosos deviam cuidar dos seus fieis no sentido de conservá-los no seu crédulo religioso, evitando, dessa forma, a debandada que está ocorrendo nos últimos tempos.


Toda vez que a Igreja Católica tomou partido, em determinados momentos da história universal, defendendo posições políticas e ideológicas, foi de verdadeira tragédia, apenas para ilustrar, podemos citar o início da criação da seita cristã, após os anos 30, foi contaminada pelo poder político do Estado Italiano numa parceria política religiosa com objetivos de expansão religiosa e domínio político, chegando ao cúmulo da criação da inquisição, passando por vários séculos, sendo instituída em muitos países nas conquistas do império romano.


Esse fato foi uma verdadeira carnificina, quando as pessoas aceitavam sua orientação ou seriam até mesmo assassinadas, sacrificada em fogueiras e instrumentos de torturas inventadas pela própria igreja.

Se espelhando na igreja católica o Superior Tribunal Federal tenta investigar crimes, perseguir possíveis réus e indiciá-los, julga-los e condená-los, papeis de delegados, procuradores ou promotores e Juízes de primeira instância, verdadeiro desrespeito as instituições e seus papeis na sociedade.


Hoje começa a discussão e votação, no STF, para prisão de réus condenados em decisão de segunda instância, assunto que diz respeito, principalmente ao Projeto da Lava Jato que ganhou notoriedade com prisão e condenações de figurões políticos e empresários, incluindo-se aí autoridades do Executivo e Legislativo.


É quase certa que o desfecho desse caso venha a transparecer que, em suspendendo a prisão por condenação em segunda instância, o não reconhecimento das decisões judiciais que devem gozar minimamente de autoridade, levando ao STF efeitos práticos apenas e unicamente às decisões dos tribunais superiores.


No Executivo, a crise no partido do Presidente Bolsonaro se estende, Bolsonaro se intromete no assunto interno do PSL, tenta colocar seu filho, deputado pelo partido, Eduardo Bolsonaro, como líder do mesmo, na Câmara dos deputados, derrubando, dessa forma, o atual líder, delegado Valdir PSL/GO, numa trama no mínimo diabólica, Eduardo Bolsonaro é candidato ao cargo de Embaixador do Brasil em Nova York, caso ele não consiga essa façanha e na sequência não seja aprovado para o cargo de Embaixador, o deputado fica comprometido politicamente, configurando-se duas derrotas sequenciais por puro capricho do Presidente.


A decisão será anunciada ainda hoje pelo Presidente da Casa, Rodrigo Maia, como manda o regimento interno.

Toda essa celeuma provocada pelo próprio Presidente Bolsonaro fez com que o presidente do PSL Luciano Bivar, ir à busca de articulação, já se comenta numa possibilidade de coalizão PSL/DEM, partido dos presidentes da Câmara, Senado e o Congresso Nacional, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, montando verdadeiro cavalo de Troia para desespero do Bolsonaro, criando dificuldades para aprovação de Projetos do Executivo no Legislativo, incluindo-se a Reforma da Previdência que ainda depende da votação em segundo turno no Senado Federal.


Dessa forma, tudo que parecia consumado foi criado um complicador por conta do nosso Presidente Bolsonaro, dentro do já corriqueiro tema de brigas e caneladas, como se o Presidente gostasse de viver perigosamente. Que ele goste tudo bem é um assunto dele, entretanto, ele devia respeitar o povo brasileiro, ansioso para viver em paz, apenas isso.


Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantasrp@gmail.com

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