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  • Foto do escritorGenival Dantas

Bolsonaro o agourento (06/01/2021)



O Fato Sem Politicagem 06/01/2021


A declaração do presidente Bolsonaro afirmando que o Brasil está quebrado ele sai da condição de mandatário da República para se configurar no agourento mor de um país em estágio de desequilíbrio sanitário, financeiro e administrativo, tripé de sustentação para qualquer país que queira viver minimamente com dignidade. Lamento em dizer, principalmente por ser a respeito do homem que ocupa o cargo mais importante do Brasil, mas o que Bolsonaro escreve não pode ser escrito, tende a virar fiasco nos meios de comunicação, sem efeito positivo no primeiro momento.


Como o nosso presidente não entende de economia, essa afirmativa é respaldada em comentário dele no início do seu governo. Dessa forma é preciso esclarecer aos mais jovens que o Brasil quebrou em várias situações internas e por conta de crises reais ou inventados pelos que deveriam cuidar da sua saúde financeira. Se nos remetermos aos anos 1930 o Brasil foi sacudido pela crise do café resultante dos resultados negativos da Bolsa de Nova Iorque, com pico em 1929.


De fato foi um momento de grande safra e o preço do café relativizado e jogado a patamares de preços menores, levando, inclusive, ao desespero de muitos produtores de café tocar fogo em parte dos seus estoques, verdadeiro apelo comercial com o raciocínio da diminuição do produto no mercado elevaria seu preço, a ideia comercial da oferta e procura. Fomos novamente atingido com a falta de dólares, na própria era do, Cruzados Novos, Maílson da Nóbrega, ex-ministro da fazenda, nos deixa um legado da hiperinflação, com sua política monetária de feijão com arroz.


Depois dessas crises outras vieram como os saques ao tesouro nacional, período do Lulopetismo, muitos bilhões desviados, inclusive de estatais, patrocinados por elementos do governo e da economia privada, a famigerada parceria dos corruptos e corruptores, sobrando cadeia para muitos políticos, funcionários ligados ao governo central, incluindo ministros, govenadores, até mesmo ex-presidentes presos, Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer, além de uma vítima de impeachment, caso específico da Dilma Rousseff.


Em todas essas situações advindas o Brasil se superou e caminhou em direção ao futuro, claro que hoje a situação podia ser outra não fora a interveniência negativa do caráter nocivo de parte dos políticos corruptos, na ativa e seus parceiros delinquentes. O que o Bolsonaro afirma é mais uma amostra da sua incapacidade técnica administrativa para ocupar um cargo de muita relevância sem o mínimo de expertise.


Acredito muito mais numa forma, quase que esperta, do presidente tentar se desvencilhar de pedidos de socorros, no futuro próximo, por parte dos Estados e Municípios, na tentativa de solução aos seus respectivos redutos. Como o Bolsonaro não tem uma inteligência apurada, ele, certamente, foi lapidado a machado. Dessa forma o presidente não podia ser diferente nas suas colocações e observações, normalmente ríspido e com ausência de qualquer resquício de fundamentos coerentes.


A polêmica causada pelo uso ou não das vacinas, implicações com origem, ideologia dos seus fabricantes, ou coisa que o valha é coisa para pessoas mal orientadas e informadas. O triste é que não há consenso a respeito do Tema, que os políticos façam suas investidas contra e favor do uso é até compreensível pelo senso de politicagem que gera nesses assuntos polêmicos, entretanto a falta de uma orientação técnica por parte dos respectivos responsáveis pela área competente, como médicos, pesquisadores e cientistas, realmente nos deixa assustados, inclusive é um assunto de controvérsia universal.


O que não pode ocorrer é essa dicotomia nacional, quando os mascarados fazem parte do universo dos que acreditam no uso dos equipamentos para combate ao Coronavírus, outra leva de desinformados jogando para o alto qualquer tentativa de contenção da folia, mormente nos últimos dias de 2020, pela passagem das festividades. Precisamos ter consciência de uma coisa importante, nessa pandemia a nossa responsabilidade não se prende apenas a nossa vida, quando nos vigiamos, automaticamente zelamos pelas pessoas próximas.


A pandemia no Brasil pode até ter sido inflada pelos políticos irresponsáveis que só pensam nos seus problemas e esquecem-se do povo. Não devemos ficar atados a esse tipo de detalhe nessa hora, vamos tratar o assunto com mais responsabilidade e respeito às vidas humanas, façamos, pois, uma reflexão voluntariosa, quem sabe saiamos desse momento com a mente mais arejada e consciente dos nossos sacrifícios e deveres, acredito, os que amamos merecem todo e qualquer sacrifício de nossa parte, acredito ainda que a recíproca sempre será verdadeira.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista






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