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  • Foto do escritorGenival Dantas

Bandeira branca, amor...

“Bandeira branca, amor, Não posso mais, Pela saudade que me invade Eu peço paz”

Assim começa uma música imortalizada por Dalva de Oliveira, mulher de Herivelto Martins, pais, por consequência, de Peri Ribeiro, ases do cancioneiro popular brasileiro, respectivamente mãe, pai e filho. Mas, não é de música que estamos nos propondo a falar, bandeira branca é tudo que precisamos para inicio do ano, quando os números continuam sendo forçados em decorrência de atitudes políticas e econômicas a despertarem um novo sentimento de esperança e atos Republicanos no peito de todos nós, já estamos saturados de tantos dissabores e desassossego, numa sofreguidão torpe e delituosa, com todas as circunstancias danosas no nosso entorno, como a nos mostrar que não há esperança que possa nos salvar dessa desdita, um verdadeiro lusco fusco no mapa astral das nossas reminiscências.


“Bandeira branca, amor, Não posso mais, Pela saudade que me invade Eu peço paz”, Quando o apelo é mais forte que nossas amarras têm que pedir bis e soltar o canto aos quatro cantos do mundo pedindo socorro aos deuses do universo, como a desacreditar da nossa própria fé, dessa forma seguimos a cantarolar à toada como um coro sedento de angústia e tristeza, esperando que o conforto surja de qualquer canto do mundo nos trazendo alento e o cálice da concórdia nos prometendo dias de menos agouro e noites mais frias e sono reconfortante. Não acreditamos em dias piores aos que estamos passando, somos acometidos por noticias e fatos de profundos dolos, de pura crueldade, absoluta falta de piedade cristã, principalmente para com os mais fracos e desapontados, acometidos por parte de administradores públicos que nunca souberam o que é ser republicano.


“Saudade, mal de amor, de amor, Saudade, dor que doí demais, Vem, meu amor! Bandeira branca eu peço paz”; quando o mal de amor nos sucumbe é que os outros males já são menores, muito embora as dores do mundo sejam de inconformismos inigualáveis, somos todos passageiros de um trem sem destino, vindo de uma estação de um passado melancólico em busca de um futuro menos agonizante, uma viagem sem dias certos nem quantas estações teremos que esperar até encontrar o nosso verdadeiro destino, ou se vamos continuar vagando por entre terras de estações de vagas esperanças, como a nos dizer que somos passageiros da agonia e de paragens duvidosas tentando nos jogar em terras de ninguém, onde tudo se promete e nada se cumpre.


“Bandeira branca, amor, Não posso mais, Pela saudade que me invade Eu peço paz”; seria jocoso se não fosse tão triste partir para tríplice apelação pela paz que nos falta, a paz composta de todos os predicativos da presença de conforto espiritual e material, o sossego da calmaria dos tantos ingredientes que nos conforta e estabiliza a alma em busca da contemplação dos astros e favorecimento dos Espíritos de Luz. Nos falta à certeza de uma vida que existe, mas, não nos pertence, situação mais favorável para fazer crescer nossa família sem tanta tortura e de ensinamentos básicos para uma criação próxima da credulidade e da fé nos nossos semelhantes. Temos vividos em verdadeiros mosteiros de representativas devastações, onde impera a falácia e as mentiras mais ludibriosas, nada se faz pelo bom encaminhamento e pela liberdade do próximo, nem mesmo se deseja essas avenças.


“Bandeira branca, amor, Não posso mais, Pela saudade que me invade Eu peço paz”; fica claro que não é apelativo nosso propósito, a nossa necessidade é maior e verdadeiramente suplicante, precisamos, obstinadamente, de conforto e sabedoria, sabedoria essa que possa pelo menos nos encaminhar pelo deserto do pensamento e nos colocar ante a possibilidade, por mais remota que seja de ter um mínimo de esperança numa reabilitação entre tantos fracassos e desdita. Não estamos cansados de tanto caminhar, nem mesmo de apelar para outras pessoas, ditas e tidas, com maior inteligência que a nossa, temos o direito de recorrermos aos mais privilegiados que se apresentem e assim sejam louvados, não podemos é nos entregarmos ao esmorecimento e a trágica situação dos infortunados e propensos ao descaso e a inercia são todos pecadores, entretanto, não somos todos pérfidos, somos seres com características próprias com somas de recursos de grande potencial humano, com largo poder de recuperação se por acaso nos desviamos de alguma conduta mais direcionada ao centro da meditação e o complexo contexto da sanidade humana.


Enquanto não perdermos totalmente a esperança e a fé que existe dentro de nós jamais perderá a chance de continuarmos a buscar qualquer possibilidade de nos livrarmos das amarras que existem dentro de nós, não por nossa culpa e risco, mas, por absoluta chantagem imposta pelos nossos adversários que vivem de tentativas de se imporem como quem a maldade contra os bens aventurada homens nas suas rotinas em busca não de vantagens sobre os outros, mas, de lutas mais igualitárias trazendo a todos humanos uma condição facilitadora a sua sobrevivência sobre a terra. Essa é a nossa missão, quando buscamos a paz.


Genival Torres Dantas

Escritor e Poeta

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