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  • Foto do escritorGenival Dantas

Autoridades precisam entender seus limites(28/12/2020)




O Fato Sem Politicagem 28/12/2020


No nosso trabalho anterior, “O que levaremos de positivo de 2020 para a posteridade”, discorremos sobre alguns aspectos positivos ocorridos em 2020 que ficarão marcados em nossa memória, até mesmo na nossa história. Faremos hoje uma reflexão menos coração mais razão, focaremos naquilo que entendemos como aspectos menos positivos, ou até mesmo negativos, de conformidade com o pensamento dos formadores de opiniões.


Considerando o ano de 2020, atípico, em várias situações, com o agravamento de crises internacionais, em vários setores como econômicos, geopolíticos e fortemente o social, claro que o Brasil, por uma série de prerrogativas inerentes aos aspectos negativos do governo negativista, em andamento e os resultados já esperados, tanto pela comunidade internacional como internamente.


Afora esse fato, já estávamos vindo de um período, economicamente falando, de calamitoso ao incontrolável, sendo turbinado com a chegada da pandemia do Coronavírus. E com a aproximação do próximo ano nossa crítica não perde sua acidez, considerando que esse é o momento para fazermos um divisor de valores para o atual momento brasileiro.


Partindo do pressuposto que os grandes problemas nacionais são administrados prioritariamente pelo governo Federal, em alguns casos, compartilhados com os governos subnacionais, no entanto, o caráter federativo fica subtendido em qualquer situação ou simulação que venha ocorrer, mesmo que provocada por interveniência de qualquer outro Poder do Regime Vigente do nosso País. Isso posta vale lembrar algumas situações de verdadeiros escárnios empreendidos pelo Legislativo e Judiciário em desfavor do Executivo brasileiro.


O ano de 2020 convém ressaltar, foi o ano e por conta da pandemia aliada ao despreparo administrativo e político do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda, sua absoluta intolerância ao desejo de aprender a trabalhar mesmo no exercício do cargo, objetivando desempenhar a sua função com desempenho mesmo que sofrível, nem isso ele foi e é capaz.


Nessa malversação, não por desonestidade, mas por ausência total de cacoete para as tarefas do dia a dia, presidente Bolsonaro foi, sem nenhuma dúvida, ganhador do troféu incompetência oferecido pelas comunidades internacional e nacional, dentre todos os dirigentes dos países atingidos pela pandemia do Coronavírus, ao mesmo tempo reconhecido na mesma categoria como “oconcour”. Nada devendo aos mais limitados políticos do mundo ocidental apenas esperamos que ele seja o último de uma série que tivemos (32 anos), coincidentemente correspondente a promulgação da nossa última carta.


Essa situação extremada não tira os deméritos dos presidentes da Câmara Federal e o Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente. Esses dois souberam trabalhar suas respectivas Casas, mormente durante este ano em curso e que se encerra, com verdadeira maestria dos incautos, piorando tudo que não podia ser piorado, traduzindo em guerra o que poderia ter pelo menos um pouco de paz na tragicômica atuação do Bolsonaro.


Para não dizer que fomos solidários com o terceiro Poder, terceiro, mas com a importância dos dois anteriores, alguns membros do Judiciário souberam se superar, enquanto era tratada de semideuses a situação era cínica, mas era aceitável, a partir do momento que aquela Casa, refiro-me ao STF (Supremo Tribunal Federal), passou a ser considerada como a casa dos verdadeiros deuses.


O sucesso lhes subiu à cabeça de tal forma que alguns ministros passaram a considera suas atuações como propor inquéritos, fazer investigações, julgar e condenar determinados réus e crimes, principalmente os vinculados ao governo situacionista, na linguagem popular, verdadeiro saco de gatos pardos em noite de lua minguante.


Portanto, podemos considerar, nesse final de ano, que os três Poderes da nossa República foram cumplices e coniventes nessa tragédia que enlutou o nosso país, principalmente pela falta de ação dos seus responsáveis diretos, quando não em ações transloucadas, levando o público menos, ou até mesmo mais esclarecido, como partícipes de uma tragédia anunciada, com ordens e relaxamento de ordens no fecha e abre, mandam não manda, manda quem pode obedece quem tem juízo.


Isso sem contar com o transtorno provocado pelos governantes quando o assunto foi ajuda parcial e temporária para os mais atingidos pela tragédia da pandemia, filas enormes eram formadas em busca do alento financeiro. Quando o temo se voltou para as vacinas à situação piorou e virou um verdadeiro banzé, parecia até que o desenvolvimento da vacina tinha cunho político, social, ou regional.


O governo federal com a preferência, por uma vacina, de uma determinada origem, enquanto que o governador de São Paulo, tentando politizar um assunto extremamente delicado, passou a patrocinar outra vacina, de outra origem, até continental, dando-os a conotação de clima de guerra civil, tamanha foi a falta de noção dos nossos governantes. Enquanto isso ainda não tem vacinas, apesar da briga, na Europa, Ásia e os EUA começam a vacinação da sua população, porquanto aguardamos o desenrolar dos fatos.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista





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