top of page
Buscar
  • Foto do escritorGenival Dantas

Assim Como O Homem, O País E O Político Não Nascem Prontos (18:11:2019)





O pragmatismo apresentado pelo presidente Bolsonaro após eleição de 2018 e início do seu governo foi trocado por um ar de aceitação, até mesmo estimulado exercício de companheirismo comercial nessa jornada em direção à manutenção dos aliados e conquista de novos, principalmente quando se trata do cliente número 1 das nossas exportações, colocação distante do cliente preferencial do Jair Bolsonaro, EUA.

Era de se esperar uma mudança, não diria radical, entretanto, mais próxima da nossa realidade, quando dependemos de exportações para balancear as importações que fazemos ao longo dos anos, ultimamente sustentada no agronegócio e as commodities minerais.

Um dos grandes problemas brasileiro que pode obstar o projeto na investida nos mercados internacionais é o modelo modal em maior escala, transporte terrestre, responsável pela movimentação de 61% da nossa produção, e 95% dos passageiros em estradas mal conservadas, impedindo maior volume de cargas na sua malha rodoviária, com apenas 12,4% de pavimentação asfáltica.

A 23ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias 2019, confederação Nacional de transportes, nos mostrou total de 108.863 de km de asfalto nas estradas, grande parte em estado de deterioração. Portanto, verdadeiro ferrolho para qualquer plano expansionista a que venha usar essa modalidade de transporte.

Nesse caso, com estradas mal conservadas, o transporte rodoviário aumenta em 28.%, ademais, há estudos que o País desperdiçará mais de 900 bilhões de litros de diesel, correspondente ao prejuízo de R$3,3 bilhões para o setor, sem contar com o custo para o meio ambiente que sofrerá com adicional de 2,46 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Esses valores vão para o custo Brasil, ou seja, para a conta do cliente. Se fôssemos enumerar todos os fatores negativos quando se usa uma estrada sem os devidos valores de segurança, sem a observância da vida humana veríamos que teríamos em primeiro lugar tratar o escoamento da produção nacional, até acesso aos portos, para depois pensar em trabalhar o aumento nas exportações. É fundamental que se priorize a recuperação das nossas estradas para que ela não impeditivo nos nossos negócios internos e externos.

Outro tema que tratei no texto anterior foi o caso do senador Flávio Bolsonaro, situação que parecia restrito apenas ao MP do Rio de Janeiro, assunto antigo e que querem autorização para julgar o Senador, ele tem foro privilegiado, muito embora se trate de demanda da época que ele era deputado pelo Estado fluminense.

Essa situação encontra-se sob malhete sobre a mesa do presidente do STF ministro Dias Toffoli. O interessante e por isso seu IBOPE é alto, a imprensa levantou a hipótese de interveniência junto aquela Casa de Justiça, ainda, envolve o antigo Coaf e o assessor do Senador, o Queiroz, arrolado em outro processo.

Outro assunto que tomou atenção dos brasileiros, durante a semana, foi a decisão do Presidente Bolsonaro de deixar a sigla PSL, pelo qual foi eleito, ele parte para outro partido, quer integrar o partido Aliança pelo Brasil, cuja criação está em andamento. Há uma série de Deputados, total de 27, disposta a sair do mesmo PSL e passar para o Aliança, entretanto, há impedimentos legais, não com o Presidente em si, ele e o Senador Flavio Bolsonaro são majoritários.

Esses 27 deputados do PSL e ou outros que queiram fazer a portabilidade podem até fazê-la, se efetivamente o novo partido, no caso o Aliança, for constituído, caso contrário vão ter que esperar uma nova legislatura, coisas da política e dos políticos.

Caso se efetive a transferência do Presidente Bolsonaro, para qualquer partido, o PSL não deve se queixar muito, pois Bolsonaro já tem oito trocas de partidos, PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e agora o PSL.


É de se imaginar que o nosso Presidente não tenha menor apreço por partido político assim como é indiferente ao apoio desses partidos, preferindo negociar caso a caso, na hora das votações, dessa forma, base eleitoral nunca foi sua preocupação.

Perguntaria até qual a consideração que ele tem pelos seus auxiliares diretos, tipo ministros e secretários, pelo que temos observado até mesmo seus antigos superministros e ultimamente relevados apenas a categoria de mortais ministros, esses dois senhores não devem se sentir em posição confortável, refiro-me ao Sergio Moro e Paulo Guedes, dois verdadeiros sustentáculos do governo Bolsonaro.


Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantasrp@gmail.com

1 visualização0 comentário

Comments


bottom of page