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  • Foto do escritorGenival Dantas

As guildas medievais diferem do sindicalismo barato dos novos tempos







Novo governo velhas práticas 07/08/2023



Entre os séculos Xll e XV os profissionais da época, tais como os ferreiros, marceneiros, carpinteiros, sapateiros e artistas, além de outros profissionais com profissões definidas eram representados pelas guildas, através de associações, para que houvesse mais brilho daquela gente junta a sociedade que ainda vivia a base de trocas, com poucos recursos nas transações comerciais, o que hoje denominamos de empresários, ou empreendedores.



Depois de tanto tempo e com a evolução comercial e empresarial temos os sindicatos representando classes profissionais, transformado nos últimos tempos como organizações políticas com amplo papel na política de cada país, até uns vinte anos atrás esses sindicados aqui no Brasil, foram fundamentais para o surgimento do sindicalista, Luiz Inácio Lula da Silva, na política nacional, ocupando a presidência da República pelo terceiro mandato.



Nesse período denominado de Lulopetismo o sindicalismo foi se deteriorando, hoje não tem mais o mesmo protagonismo de antes, o fato é que esse período foi alvo de muitas críticas aos governos do Lula da Silva, tendo ele mesmo sendo acusado e preso por corrupção e apoio a membros do seu governo, também condenados e presos, muitos deles retornaram ao governo mesmo condenados ou com processos em andamentos.



Como a situação mudou muito pela evolução do próprio tempo, a classe empresarial também montou seus sindicatos para defesa de suas classes, até mesmo lançando candidatos aos Poderes Executivos e Legislativos, movidos com grande apelo de marketing e propagando, defendendo cada um a sua própria causa. As demandas são tantas que mesmo representados por representantes legais nos Poderes constituídos, ainda há muito por se realizar.



Na área médica e com o grau de dificuldade de a medicina pública atender a demanda foi criada a medicina corporativa, surgindo no mercado os planos de saúde, esses planos tem atendido parte da população que tem condição de pagar por uma medicina particular, mesmo sendo ela um artigo de luxo para muitos contribuintes aos planos de saúde, o grande problema que vejo é quando o sujeito atinge seus 60 anos ou mais e tem que continuar pagando com grande sacrifício.



O mais difícil de entender é quando, principalmente os que não conseguiram acompanhar o desenvolvimento tecnológico e por força até de imposição das empresas de convênios, eles são obrigados a fazer toda operação de atendimento pelos canais de internet, entrando nessa hora um alto grau de dificuldade pela sua falta de habilidade para com os equipamentos de comunicação, dentre eles os computadores e o aparelho de celular, o mais utilizado.



Nessa hora fica faltando algum órgão competente que regule a Saúde Complementar, no caso os planos de saúde, para exigir que esse mercado precisa criar facilitadores para os que não têm a habilidade necessária para agilizar seu atendimento, esse mercado é composto por 7 milhões de idosos e 72% dessa classe tem mais de 60 anos que nunca acessaram uma plataforma digital, ou aplicativo, e 62% nunca entraram em redes sociais.


Há que diga que normalmente os familiares ajudam seus idosos nessa hora de dificuldades, não podemos esquecer que muitos deles não possuem parentes e outros até possuem, mas não dão a devida assistência social, ficando essas pessoas simplesmente descobertos de qualquer auxílio físico e logístico na hora de uma necessidade mais premente, ressentido o apoio de algo que pelo menos lhe proporcione alguma guarida nesse momento de extrema acuidade.



Nós temos a ANS (ANVISA) Procon de cada cidade, até mesmo a Defensoria Pública que pode ser acionada para resolver questões pontuais. Porém, sou da opinião que os próprios Planos de Saúde, podiam disponibilizar um SAC especial ao idoso para apoiamento desses clientes especiais, que inclusive não pagam pouco pelos serviços que recebem. Digo isso por ser um cliente de 70 anos, não tenho tanta dificuldade, mas tenho muitos amigos que sofrem com esse fato.



Não estou nem mesmo me referindo ao Poder Público constituído. O Judiciário fica mais preocupado com até onde seus tentáculos podem ir para abraçar mais poder. O Executivo tenta vender a ideia que o Brasil necessita implantar o Comunismo e se firmar na América do Sul como um grande sindicado da esquerda, enquanto o Legislativo, boa parte dos seus membros ficam defendendo o sindicato do crime, em defesa dos bandidos condenando os policiais.



Essa equação fica difícil de ser equacionada, o homem da terceira idade além de ser um ser humano fragilizado pela própria idade, normalmente não ter recursos para fazer lobby, constituir representantes para lutarem por suas causas inglórias. Temos um país dividido entre os que gritam e são atendidos e aqueles que ficam calados por absoluta falta de voz, esses, idosos, vão ficar nesse estágio até sumirem na multidão de aproveitadores da fraqueza alheia. Isso é um fato humilhante.





Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista










































































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