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  • Foto do escritorGenival Dantas

Aos trancos e barrancos seremos sempre o que somos(11/11/2020)




O Fato Sem Politicagem 11/11/2020

Brasil, um País tocado aos trancos e barrancos, sob a égide da toada de uma triste partida e o aboio do vaqueiro tristonho no retorno de uma busca negativa de mais uma rês perdida entre os galhos do mato seco e espinhento da caatinga desfigurada. Uma Nação sequestrada por uma safra de políticos mais infames que uma Democracia já ouviu falar; maioria absolutamente de sedentos pelo dinheiro fácil saqueado dos cofres públicos, em nome do bem estar dos mais respeitáveis espertos.


Os últimos dias foram recorrentes de tanta infâmia e calamitosas atitudes despudorados e sem nenhum resquício de serenidade dos que deviam prezar por um país como o nosso, depois de passar pelas mãos de quadrilha, conforme o judiciário nacional, sem nenhum escrúpulo, depois de tantas leviandades praticadas contra o Brasil, alguns, ainda se sentem com coragem de pedir voto para retornar a vida pública, como se tivéssemos memória de lesmas.


No meio de uma pandemia sanitária nunca vista nos últimos cem anos, somos premiados com a presença na presidência da República e um político profissional, depois de uma fracassada carreira militar, tendo uma aposentadoria compulsória cujas razões não nos interessam nesse momento, entretanto é de se lamentar que uma pessoa que tenha passado por uma academia militar, com 28 anos de Congresso Nacional não tenha pelo menos a capacidade de discernir entre o certo e o errado, principalmente na hora de decidir sobre questões de saúde pública e o que é melhor para a coletividade.


É constrangedor verificar que um Líder político, principalmente um Presidente da República possa se regozijar com o insucesso, ou fracasso de um projeto de antídoto para o combate de pandemia, caso específico do Coronavírus, e a Coronavac, imunizante desenvolvido no Estado de São Paulo pelo consórcio Sinovac e o Instituto Butantã, pelo menos esse último é de capacidade técnica e científica reconhecida mundialmente.


Porém o caso não era como foi apresentado e a Vigilância Sanitária, do nosso país, depois de suspender os testes reconsiderou sua posição, “na sequência da informação que a vítima que testava o produto, como voluntário, veio a óbito por circunstância de suicídio e não em decorrência dos testes do produto em questão” e autoriza novamente a continuidade do processo em execução.


É bom deixar claro, Bolsonaro já alardeava que a vacina referendada era um produto sem a eficiência e a eficácia desejada, e outras referências negativas depondo sobre a qualidade do produto tão ansiado pela população brasileira. O que é mais triste é o resultado dessas saraivada de impropérios, dando uma demonstração cabal da incapacidade emocional e até administrativa do Presidente de conduzir o destino de uma Nação, mormente da nossa, de grandeza e complexidade que requer habilidades de um verdadeiro estadista, o que não o é, o Sr. Bolsonaro.


Pela retrospectiva dos últimos quase 23 meses, período da gestão Bolsonaro, só podemos entender que o Brasil representa muita areia para o seu caminhãozinho, além disso, temos outros ingredientes que compõem esse momento de desplante que passa nosso Presidente. Foram muitas invertidas que ele levou e vem levando, grande parte pela sua falta de habilidade em conviver com seus correligionários e adversários políticos, esse aspecto tem proporcionado ao Bolsonaro grandes perdas fazendo desmoronar seu castelo de areia que ele insiste em mantê-lo em areia movediça.


O candidato Bolsonaro fez a campanha para presidente da República fundamentado em um tripé triunfalista e triunfal, perseguição aos corruptos de plantão nacional, apoio incontestável ao Projeto Lavajato e distanciamento do bloco denominado de Centrão, dentro da Câmara Federal. Numa demonstração de pouca fidelidade aos seus parceiros de campanha começou ao desmonte da sua equipe administrativa, nessa leva incluindo-se o próprio Sérgio Moro que ele o retirou da sua magistratura para transformá-lo em Ministro da Justiça e segurança Pública.


De lá para cá a situação foi degringolando, vendo-se perdido e sem apoio parlamentar foi buscar naqueles que ele tanto repudiava o apoio para manter-se no cargo, entrou em cena o Centrão com toda sua habilidade para sugar o máximo que ele pode para dar apoio político, esse assunto já é velho conhecido para quem acompanha a vida política nacional.


Piorando ainda mais sua relação com o imponderável momento de entrega aos que mais se serviram e vão continuar se servindo do Estado, Bolsonaro extrapola da Câmara dos Deputados para o Senado Federal, agora é circuito fechado, o Congresso se esbalda, alguns congressistas, claro, e sapateiam em cima do quase cadáver político, infelizmente, do encantado pelo Poder, Jair Bolsonaro.


Fica evidenciado que se paga muito caro para manter um sonho, ou desejo, quando não se tem a capacidade total de comando e seja preciso o apoio de algo ou alguém, caso específico do meio político. Honestamente, não sei se vale o sacrifício, mesmo tendo o apoio de uma parcela da sociedade e de um grupo de parlamentares, recompensados com favores políticos, isso não garante estabilidade no governo, nem mesmo a recondução futura ao mesmo cargo, na minha modesta opinião isso não é sonho, passa a ser pesadelo, deles é bom manter uma boa distância!


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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