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  • Foto do escritorGenival Dantas

Ao Deus Dará Na Justiça E No Social (14/04/2021)







O Fato Sem Politicagem 14/04/2021


Disposto que estamos aos dispositivos políticos e forma mais cruéis e desnecessárias para o momento de pressão psicológica que estamos passando, fica até difícil imaginar como avaliar determinadas situações surgidas nos meios familiares e jogada para a sociedade como mais um fato de desequilíbrio mental ou moral, quando a vítima é uma criança de 04 anos.


Portanto, um indefeso, e inapelavelmente morto dentro de sua própria casa, o que é mais triste, eliminado de forma cruel e brutal pelos que deviam cuidar da sua vida, no caso, a própria mãe e o padrasto. A polícia civil tem administrado o caso com muita seriedade e desvelo, na tentativa que no final da condução as perícias tornem a público o que efetivamente ocorreu nessa barbárie.


Todos os caminhos levam ao triste fim de uma criança abatida muito antes de entender o que realmente estava passando por aquela tragédia humana. A mãe de Henry Borel Medeiros, Monique Medeiros da Costa e Silva; o padrasto, atual vereador pelo Rio de Janeiro, Jairo Souza Santos Júnior (Solidariedade/RJ), vulgo Dr. Jairinho.


Além dos envolvidos no caso há a babá da criança, Thayná Ferreira, que inicialmente tinha mentido para a polícia, situação admitida pela própria depoente, ainda, teria sido orientada pela própria mãe da vítima, com objetivo de livrar a situação do padrasto da vítima pelas agressões que o torturador vinha fazendo com o menor indefeso, em seguida e em novo depoimento a babá confessou de forma definitiva as armações feitas para o trágico final.


Corroborando com as evidências do crime e ao mesmo tempo colaborando com a polícia civil, definitivamente, Thayná Ferreira, joga por terra toda defesa feita pelo pelos advogados de defesa do casal assassino, além de provas paralelas que estão sendo juntadas ao processo, em andamento, e que servirá de farto material comprobatória para condenação desses assassinos incorrigíveis.


O caso do menino Henry Borel não é um caso singular e a pluralidade do fato vem sendo estudada por vários órgãos em concomitantemente. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) informa que nos últimos 10 anos, de janeiro de 2010 até agosto de 2020, 2000 crianças foram mortas por agressões no Brasil, além disso, para cada óbito registrado por agressão física há uma previsão de 20 outros casos subnotificados.


Essa calamidade social e humana não é definitiva, pelo menos há a possibilidade dos números recolhidos de 2020, de mortalidades, ainda são preliminares, portanto não forma consolidados, até o final do ano. O que nos deixa mais entristecidos é que a maioria das agressões e mortes de crianças e adolescentes é feita dentro do próprio ambiente familiar e por parentes diretos.


Com o desenrolar da pandemia do Coronavírus sequenciada no ano em curso, e com o quadro de fome apresentado em todo território nacional, a escassez de alimento vem se estendendo por entre as famílias de baixa renda e até mesmo dos que sobrevivem com a ajuda provisória e o Bolsa família, sem nenhuma possibilidade de bicos como complemento de renda.


Essas famílias em estado de subalimentação e desnutrição continuada, juntando-se a essas as que vivem a margem da miséria total e absoluta, apresentam um quadro de gravidade acentuada no que tanque ao tentar sobreviver e esse tipo de tentativa gera violência, e essa violência normalmente é dirigida no final para os mais fracos, no caso específico, os menores.


É preciso que as autoridades saiam das suas redomas e calcem as sandálias da humildade, busquem com seus olhares o exército que vivem à beira das calçadas e estradas, dormindo sobre a terra crua e úmida, quando muito sobre um papelão ou manta surrada, uma imagem de flagelados, que jogados ao relento, muitos em consequência da pandemia sanitária e do descaso dos governantes, sem exceção, vivem ao Deus dará.


Isso não é factoide, nem mesmo fack news, é uma realidade penosa e lamuriosa, digno de compaixão humana, a sociedade civil tem procurado colaborar dentro das possibilidades de cada um, formação de voluntários levando mantimentos aos mais carentes e roupas aos desnudados; e quando acabar aos que têm tão pouco, muitos desses solidários vive com o mínimo necessário ao ser humano, mesmo assim dividem com quem nada tem.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista






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