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  • Foto do escritorGenival Dantas

Afetos e desafetos


O Brasil é recorrente nas suas adversidades desde o seu descobrimento, assim sendo, temos uma história de mais de cinco séculos de lutas e conflitos internos na busca para uma solução do nosso maior mal que é o desequilíbrio de forças das oligarquias predominantes, o que seria de levar o país ao lugar de destaque que sempre mereceu. Rogamos aos céus que essa contenda não se transforme numa disputa mais séria.


No momento, a poucos dias da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que ele tenha seus diretos respeitados pelos opositores políticos e que esses, situacionistas, agora na oposição, façam um trabalho responsável e ajudem os situacionistas futuros, tentando resgatar nosso nome no mercado internacional, e internamente tenhamos nossos direitos restabelecidos com resgate dos bons serviços oferecidos, ao povo como um todo e, principalmente, na saúde, segurança, educação e transporte, com recuperação da malha viária e mobilidade urbana.


Lendo o texto abaixo, escrito em 25/11/2011, você leitor, vai entender que nossos problemas resultam de administrações passadas e agravadas nos anos da administração do PT, MDB e aliados.


Quando D. João lll, rei de Portugal, resolveu colonizar o Brasil, em 1534 implantou o sistema administrativo nas nossas terras, denominado de capitanias hereditárias, formadas por faixas de terras partindo do litoral, indo até alcançar o limite do Tratado de Tordesilhas, cada faixa tinha um donatário indicado pelo próprio rei. Formou-se então 13 faixas assim denominadas: capitania do Maranhão, Ceará, Rio Grande, Itamaracá, Pernambuco, Baia de todos os Santos, Ilhéus, Porto Seguro, Espírito Santo, São Tomé, Santana e São Vicente.


As capitanias de Pernambuco e de São Vicente, atual Estado de São Paulo, foram as únicas que realmente prosperaram graças as riquezas produzidas pela produção da cana de açúcar e exportada para o Europa.


Esse sistema que se estendeu por 225 anos, ou seja, até 1759, foi extinto pelo Marquês de Pombal em decorrências dos problemas apresentados pela ineficiência da sua administração e seus precários controles. Os donatários que tinham o direito sobre as terras que lhes eram confiadas exploraram suas riquezas minerais, animais e vegetais, arrecadava impostos, além de usar a mão de obra indígena como escravos, tiveram que obedecer às ordens de Portugal que ficou apenas com o Governo Geral.


O atual momento político fez voltar à tona esse termo, capitanias hereditárias, pelos problemas enfrentados pela presidente Dilma, em decorrência da crise existente em alguns ministérios e explorado pela oposição. Com a necessidade de manter uma governabilidade apoiada pelos partidos da base aliada, dando-lhe sustentação política, foi necessário que o governo do PT, situação, desde o governo Lula, criasse novos ministérios para abrir espaço aos integrantes desses partidos que exigiam uma participação mais efetiva na administração federal.


Dessa forma, o novo modelo administrativo, agora inchado pela incorporação de novos ministérios, e por consequência o aumento do quadro funcional, trouxe problemas adicionais, dentre eles o controle e fiscalização dos seus membros. Alguns partidos tiveram alguns elementos e até ministros apontados por corrupção nas suas respectivas pastas, penúltimo caso o do Ministério do Trabalho, tendo como titular o ministro Carlos Lupi que luta desesperadamente para se manter no cargo, chegando ao ridículo de fazer declarações estapafúrdias e grotescas, tipo: “só saio à bala”.


Ministro que pertence ao PDT, partido aliado, que tem em seu quadro membros de notória coerência política e ética, caso do Senador Cristovam Buarque, que engrandece a classe política nacional.


Infelizmente surgem outros escândalos, e nesse final de semana problemas aparecem novamente no Ministério do Trabalho, e no Ministério das Cidades que é acusado de corrupção no projeto para a copa de 2014 aqui no Brasil.


A oposição aponta erros do governo, usando esses desajustes ministeriais acusando-os de loteamento de cargos comparando-os as antigas capitanias hereditárias, criando desafetos dentro da situação e embaraço ao governo federal.

Nós, pobres eleitores e contribuintes, ficamos na expectativa de medidas rígidas e não paliativos para que toda essa barafunda seja resolvida e o atual momento, por nós seja contado amanhã, aos nossos netos, como um momento brilhante, e possamos nos orgulhar se não fizemos a história, pelo menos participamos desse momento de transformação mundial, sem vergonha do nosso passado.


Genival Torres Dantas

Escritor e Poeta

genivaldantasrp@gmai.com

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