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  • Foto do escritorGenival Dantas

A realidade brasileira, Dionísio e a espada de Damocles





O fato sem politicagem 19/05/2022


Vivemos um momento como se estivéssemos não em um banquete tal qual Dionísio, mas numa miséria inconsolável e, para boa parte dos brasileiros, com a espada sobre nossas cabeças, tal qua um pêndulo pendulado em cordão fino e com bastante tempo de uso, a pandemia do Coronavírus foi a gota d’água que faltava para transbordar o pote de tantas lágrimas derramas pelos filhos, teus, Brasil, que choram suas lágrimas sentidas pela sua incomensurável sina.


Depois de tanto pedir aos céus que aparecesse uma solução viável para nos proporcionar uma ponta de esperança, no nosso meio político, e que uma luz surgisse no fundo do poço em que nos encontramos, repentinamente, ao meio de tantas desavenças, ao som de glória aos anjos, o bloco político que se autodenominou de terceira via, entre os gritos e vaias, aparece um nome que pode ser o que representará os pretendentes ao cargo de presidente da República: Simone Tebet (MDB/MS).


Nada contra o nome da senadora, muito bem recomendada pela sua vida pregressa na política nacional, respaldada não só pela sua trajetória política como vem de uma linhagem muito bem identificada com a seriedade política, trata-se da filha do saudoso senador, Ramez Tebet, glorioso político, tendo exercido o cargo de presidente do Senado federal, com votos de louvor, ao contrário de muitos que por lá passaram e não marcaram sua história positivamente.


Confesso, se essa for à única opção possível para derrotarmos, no voto, os dois candidatos que se apresentam, até agora, como prováveis vencedores, um dos dois, darei meu voto à essa candidata, mesmo sabendo da colcha de retalhos que estar sendo costurada para apoiar a candidatura da senadora. Essa associação de Partidos é resultante de uma indefinição de vários pretendentes, conjuminando ideias e pretensões totalmente dispersas e controvérsias.


Há quem afirme, a imprensa tem noticiado muito a esse respeito, a senadora Simone não consegue aglutinar em torno do seu nome a maioria absoluta no seu partido, havendo uma divisão em três partes: uma respaldando seu nome, outro grupo de caciques de apoio ao ex-presidente Lula e o terceiro ligado ao presidente Bolsonaro, afora os indecisos.


Dentro do PSDB, o Partido que fez aliança nessa empreitada, em conjunto com o Partido Cidadania, ficou bem dividido, pois, havia um candidato natural, pelo estatuto do Partido, que tinha endossado, em convenção interna o nome de João Doria (ex-governador de SP) preterindo o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O João Doria ganhou, mas, não levou, pois seu Partido resolveu, na aliança formada, optar pela candidatura da concorrendo do MDB, caso indefinido.


Lambança formada, agora o João Doria sentindo-se desprestigiado e largado à beira da estrada, sente-se no direito de judicializar o assunto para defender seus direitos, se efetivamente isso ocorrer, tanto o Doria quanto o PSDB, certamente, vão sair, politica e moralmente perdendo. Nesse caso, o povo ficará bastante decepcionado, pois, o PSDB sempre foi uma sigla partidária de muito respeito e de muitos feitos ao país, mesmo tendo produzido muitas controvérsias internamente.


Conclusão a terceira via é uma situação ainda em construção, tudo vai depender da convenção geral dos três Partidos envolvidos e até mesmo a questão judicial, se efetivamente ocorrer. O quarto Partido que estava envolvido, já tinha saído do acordo, UNIÃO BRASIL, associação do DEM e o PSL. Esse Partido vem com candidatura própria, Luciano Bivar, presidente da Sigla, assim como outros candidatos ao cargo máximo não são consideradas terceira via.


Enquanto não nos acertamos nem mesmo com a formação de uma corrente que possa ser considerada vencedora, ou com grau de possibilidade real, ficamos tal qual Dionísio e sua Espada de Damocles. Estamos nos acostumando, para nossa infelicidade, a viver sempre perigosamente, sobressaltados com o perigo no nosso entorno, tendo que conviver com a indiferença daqueles que não deviam ficar indiferentes aos nossos problemas mais cruciantes e que nos assola.
















Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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