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  • Foto do escritorGenival Dantas

A política nunca foi e nem será vestal em nenhum tempo














Novo governo velhas práticas 27/09/2023




Enquanto o Brasil mantiver esse padrão político sem fazer as reformas políticas que se fazem necessárias seremos eternamente lesados por essa leva de congressistas, escolhidos pelos nossos votos com discursos voltados para o interesse público, apenas como narrativas eleitoreiras, mas com preferência para as suas ações pessoais, cujo objetivo maior e tirar o máximo de proveito dos seus mandatos, tentando se locupletar com esse tema em evidência de presidencialismo de coalizão.


Depois que o bloco denominado Centrão, composto por deputados de partidos diferentes e que hoje mantém, praticamente, o Executivo sequestrado, pagando caro para ter seus projetos aprovados, mesmo assim sem contar com o apoio incondicional, levando o presidente da República a ampliar seus ministérios em termos de números para atender a demanda dos Partidos políticos que exigem cargos e ministérios, além de verbas mesmo não tendo que hipotecar seu apoio total.


Há em curso uma nova marcha, agora são os blocos das bancadas que querem obstruir toda pauta da Câmara dos deputados como revanche ao outro Poder, o Judiciário, leia-se STF, os motivos são vários e incongruentes, pois é o Legislativo que deve legislar e não o STF, mesmo muitas vezes o Judiciário sendi provocado pelo próprio Legislativo, por omissão, e ou leniência. De qualquer forma temos um estado de calamidade entre os Poderes, por ingerência, concupiscência e ou intromissão.


Nunca os nossos Poderes tiveram tão atrapalhados e rejeitados junto a opinião pública, a população já não aceita mais tamanha truculência por parte deles, sentimos saudades dos tempos em que tínhamos presidentes da República sendo venerados pela sua administração exemplar, o Congresso Nacional tido como verdadeiro exemplo de congressistas laureados e júbilos, enquanto o Judiciário (STF) era admirado pela veemência dos seus votos e a sapiência dos seus ministros e seriedade no comportamento.


O que temos hoje são fragmentos de uma história que vem se anulando com o tempo, o Executivo sendo exercido por uma pessoa sem o menor cabedal moral para o exercício do cargo, rastreado de condenações, ex-presidiário, julgado e condenado por 9 juízes de instâncias diferentes, tendo uma administração atual, não muito diferente das anteriores, com auxiliares, ostentando processos em andamentos, cuja vidas pregressas não são recomendáveis em qualquer país que se preze.


O último ato deplorável de um ministro de Estado brasileiro, ocorreu na final da Copa do Brasil, entre São Paulo e Flamengo, em pleno estádio do Morumbi, justificando que teria um compromisso com o presidente da CBF, a ministra da igualdade racial, vai de Brasília até São Paulo com avião da FAB, carona dada a assistentes em a menor condições de comportamento, tendo, uma delas, enlameado o ambiente com gestos e palavras nada condizentes para uma representante do Estado brasileiro.


O que tivemos de resposta foi a ministra Anielle Franco, demitindo sua assistente no dia seguinte, achando que a vida continua sem as devidas responsabilidades do cargo, quando na realidade a nódoa não ficará em vão, o povo tem o hábito de preservar a memória das coisas que lhes são caras, uma delas é a humildade, além, evidentemente da honestidade com o dinheiro do erário, se o presidente ainda tiver um pouco de dignidade política terá que cobrar da sua auxiliar direta um compromisso mais sério.



Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista










































































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