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  • Foto do escritorGenival Dantas

A liberdade só é conseguida com independência e capacidade(18/12/2020)





O Fato Sem Politicagem 18/12/2020


Toda vez que ousamos superar nossa capacidade, tanto intelectual como material, caímos no abismo da inconsistência e ridículo, sendo presa fácil dos libertários nos tornando subservientes das correntes anárquicas dos Poderes absolutistas que ainda hoje tenta predominar no meio cultural e político das Democracias que sobrevivem apesar dos imponderados claudicantes e pernósticos, não é de hoje que essa realidade permeia a mente humana.


A maioria dos homens não conhecendo seu limite se lança em determinadas aventuras em busca do sucesso fácil e inebriante e consequências nefastas são fatais e pontuais. O mundo tem conhecido o verdadeiro valor das pessoas que normalmente vivem dentro da sua realidade sem extrapolar a sua essência, enquanto os indiferentes e nascituros dos devaneios procuram impor condições subjacentes da sua incapacidade de legitimar suas ações por meios legais e consequentes.


Saindo do empirismo e falando do concreto os últimos acontecimentos na esfera política propriamente dita, estamos sendo combalidos pela voracidade dos Poderes constituídos, principalmente por aquele que devia ser um reparador de erros dos outros dois, tem se mostrado supra radical, executando e legislando como se fora o próprio resumo da verdade absoluta, quando ela nem existe verdadeiramente, e toma atitudes implicando em verdadeiro desalinhamento participativo, muitas vezes provocado pela inércia e abjuração dos outros Poderes.


Ações extenuantes do Judiciário, mesmo que necessárias, em algumas situações, eleva o grau de descrédito da população, mais ainda, no Executivo que nada faz pelo seu fortalecimento moral e cívico, se mostrando ineficiente e ineficaz quando deixa de tomar atitudes concernentes ao seu Poder e quando as toma são de caráter dúbio e até mesmo inexplicável. A determinação do ministro Ricardo Levandovsk, relator da matéria no STF, considerando legítima a vacinação compulsória, sem medidas invasivas, joga por terra o pensamento negativista do Governo Bolsonaro.


Considerando esse quadro real e necessário para a população brasileira nós não temos dúvidas que a existência do Governo Federal passa a ser desnecessário quando a Federação passa a ser impotente ante aos seus Federados, Governos Estaduais e Governos Federais, existindo apenas como arrecadador de impostos e despesas efetivas sem nenhuma utilidade pública, melhor seria a constituição de novos Países, Repúblicas independentes, com seus Poderes e Instancias sem a interferência externa de um corpo sem vida, portanto abstrato, como ocorre hoje no Brasil.


É inacreditável, porém o atual presidente da República, que nada preside, conseguiu apequenar tanto o cargo que ocupa como a própria presidência, dessa forma, sua necessidade para a Federação é inaplicável nas reais condições. Pode ser até formatado um sistema de governo baseado no atual, desde que formado pelos três Poderes, livres, independentes e sustentado de forma econômica e ativa, sem o gigantismo administrativo que há no momento, com suas estruturas enxutas e funcionais, de tal forma que a população venha aproveitar muita mais dos impostos que são pagos e hoje são jogados pelos ralos da corrupção aberta e oficiosa.


Se for excluída uma estrutural superdimensionada com desvio de finalidades a economia dessa ação pode ser revertida para a população, os funcionários pertencentes à Federação podem ser distribuídos entre as novas estruturas, podendo ser por regiões, como Norte, Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, resultando cinco países com grande acordo de cooperação mútua, estruturas como o SUS podem ser divididas, sem perder o protagonismo, cada nova estrutura cuidando e financiando dos seus. Essa mesma tesa se aplicaria aos aposentados federais que passariam a pertencer aos seus respectivos espaços sócio econômico.


Inicialmente pode até ser considerada uma loucura, entretanto quando se divide para somar, todos saem ganhando exceto a casta que foi formada para beneficiar alguns privilegiados, sem formação de elite quando a distribuição de aposentarias poderia aproveitar o modelo atual e o teto para aposentadoria seria igualitário, estabelecido pelo novo SUS, com benefícios e deveres também iguais, tirando-se todo e qualquer privilégio hoje constante, afinal, mundo novo vida nova.


Como ia surgir, indubitavelmente, Estados mais pobres que outros, mesmo formados por regiões, grandes na área física, teria que ser feito um grande acordo de solidariedade e compromisso de compra e vendas dentro desses novos Estados, que continuaria com características Continentais, a ausência à manutenção e financiamento de uma estrutura alheia aos interesses internos facilmente transformaria em algo transformador e autossuficiente, uma questão de tempo, trabalho, responsabilidade e honestidade. Os meios condutores ficariam por conta de uma associação forte e administrada por membros dos cinco países e totalmente independente.


Ao Bolsonaro ia sobrar a gratidão por ter tirado de circulação a quadrilha do Lulopetismo que tanto mal fez ao nosso país e ao mesmo tempo nossa repulsa por ele ter pregado uma forma de governo e ter praticado outra com formato próximo das anteriores apontando em direção a novos descaminhos, com a introdução do tão condenado Centrão que retorna engalanado pelo apoio ao presidente e a possibilidade de governabilidade sustentada, pelo menos por parte do que há de pior na política.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista





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