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  • Foto do escritorGenival Dantas

A eficiência não é eficácia(Texto escrito em 2014)




É repulsivo o comportamento de alguns políticos nesse momento de luto na política nacional, quando a prebenda de muitos alocados em cargos públicos enoja uma nação pasma pelo noticiário policial, transformando senhores até então tidos como probos, transformados em ratos de rapina, pelas suas próprias ações.


O meritíssimo juiz federal, do Paraná, Sergio moro, ao despachar sobre os executivos citados de envolvimento no escândalo da Petrobras, escreveu: “Quem é vítima de concussão procura a polícia, não as sombras”. O magistrado considera plausível a possibilidade de o caso ser mais extenso que os tentáculos até aqui encontrados no corpo disseminador e nefasto da corrupção ativa e passiva encrustada na pessoa jurídica da Petrobras, vítima principal dos nefastos delinquentes.


O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fala a respeito do caso, corroborando com a tese do Juiz Moro, considerando-o como um cenário desastroso, sugerindo, até demissão da diretoria da nossa maior empresa, e uma das maiores no plano internacional, hoje sendo sacudida e desmoralizada junto aos seus acionistas internacionais que tentam recuperar, via judiciário, prejuízos tidos durante essa situação embaraçosa em que está sendo submetida; por conta de uma facção delituosa que tomou conta da administração dessa empresa, já é vista como a maior devedora no cenário mundial, numa transmutação criminosa, levando-a ao precipício da desorganização, com práticas ilegais, quando na realidade sempre foi tida como uma das mais sérias do nosso país.


Usar a tese de que os empresários foram acumpliciados no escândalo referenciado, é no mínimo idiotice ou conversa de advogado na defesa do seu cliente, esses empresários usaram de práticas ignóbeis, agora veem tergiversar na tentativa de se eximir de um ou mais crimes, claros e contundentes, associando-se a barnabés, mesmo em posições de destaques na hierarquia pública, devemos trata-los com despiciendos.


Para elucidar a questão, não podemos esquecer o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, deixou claro, em pronunciamento, na conferência de combate à corrupção, anunciando sua demissão do cargo, para aposentadoria, pouco ou quase nada foi feito pelo Estado, leia-se presidência da República; para fortalecer esse órgão tão importante no controle das contas públicas, no cruzamento de dados dos setores governamentais, entretanto, justificando seu desencanto com a situação presente, as estatais não estão sujeitas aos controles da (CGU), tendo essas empresas sistemas próprios de licitação na compra de matérias, tornando-as vulneráveis aos mal feitos. Isso é um fato.

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Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantas.com.br

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