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A alegria efusiva pela copa não condiz com a nossa realidade malograda

  • Foto do escritor: Genival Dantas
    Genival Dantas
  • há 1 minuto
  • 2 min de leitura







Não trate qualquer assunto que não conheça bem


13/06/2026

 

Reflexão dos pensadores da Praça do Canhão

 

Estamos em um mês bem brasileiro, disputando uma Copa do Mundo, eleições logo ali, em outubro próximo, os Poderes se digladiando, nunca tivemos tão dispersos quanto a conjuntura nacional, totalmente desorientados politicamente, ocorrendo até mesmo divergências entre amigos e parentes em discursões bobas e destoantes.

 

Quando o assunto é futebol, esquecemos as diferença, parece até que no final do campeonato teremos nossas dívidas perdoadas e começará uma nova etapa na vida de todos nós, os políticos fazem questão de estimular esse sentimento de utopia, a embriaguez pelo futebol nos esquecer que a realidade é dura e nada passa se não tiver nossa atuação em toda sua plenitude.

 

Nesse ínterim, já perdemos dois atletas do futebol, de campeonatos passados, mas de participação efetiva, faleceu primeiro o Leivinha, João Leiva Campos Filho, atuou pelo Brasil na Copa de 1974, não sendo campeão; o Brito, Hércules Brito Ruas, esse sim, foi campeão compondo a seleção de 1970, no caso tricampeão, naturalmente, não vejo nenhuma homenagem digna.

 

O que me assusta é o imediatismo com que estamos vivendo, caso venhamos a ser campeões e o Neymar jogar pelo menos uma partida, ganhamos em função da participação dele. Entretando, caso venhamos a perder a culpa será, fatalmente, do azarão Neymar, esquecemos os outros 25 atletas que lá estiveram, além de uma comissão técnica e toda organização montada.

 

Para não dizer que não falei de política, o pré-candidato à presidência da República, pela oposição, senador Flávio Bolsonaro, o mais bem colocado entre os opositores, continua remando seu barco como se estivesse a esmo, vem lutando e relutando em questão de vice-presidente.

 

Agora ele jura que quer uma candidata, na sua chapa, nesse caso seria importante ele renunciar ao seu desejo, para que Michele Bolsonaro assuma o comando, já. Se ela, tem baixa rejeição e é simpatizante ao eleitorado, que seja lançada, com o Flávio e outros candidatos da direita, não vai decolar.

 

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



 
 
 

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