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  • Foto do escritorGenival Dantas

É impossível manter benefícios


Em 01/01/2011 assume a presidência da República a Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Governo do seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT (Partido dos Trabalhadores), sendo reeleita em 26/10/2014. Da sua segunda posse até seu afastamento da presidência, ocorrido em 31/08/2016, nessa data, por 61 votos e 20 contrários, o pedido de impeachment foi aprovado pelo Senado Federal, afastando-a definitivamente do cargo. Muito transtorno vinha ocorrendo, o País passava por agitação generalizada, a crise atingia todo contorno da Pátria. A época fiz um texto para postagem e posterior releitura, assim procedi e repasso ao caro leitor:


O governo sente que desbordou ao perceber a economia não se recuperar apesar do trabalho da área econômica e o esforço de alguns parlamentares que tentam ajudar na recondução da economia aos trilhos, mesmo sabendo da nítida ineficácia dos remédios aplicados com suas doses cavalares e de efeitos colaterais nocivos ao conjunto de vários setores, tanto do governo como do setor privado.


A política que antes era frutuosa hoje tornou-se calamitosa, de proporções incalculáveis, a formula apresentada não era tão danosa, mas a falta de tato na condução dessa prática fez com que os resultados fossem se encaminhando ao descalabro e o total descontrole e ineficácia nos resultados. O país que antes se encontrava em pleno crescimento, com taxas invejáveis até mesmo no velho Continente, a Europa, se transformaram em números pífios, desmotivadores e decepcionantes.


Acreditávamos que o futuro tinha chegado para essa nação tão crédula no seu potencial e esforço, mais uma vez fomos parados pela mão do tempo que nos pede mais tempo para chegarmos ao futuro que tanto ansiamos. Somos reconduzidos a posição de duas décadas passadas.


Para voltarmos onde paramos de crescer vai ser preciso muito tempo e muita determinação, com a participação de uma gestão pública ausente da nefasta mentalidade perniciosa dos corruptos e corruptores que infestaram com suas presenças todo complexo econômico do país, estrategicamente colocados em posições de controles nas grandes empresas, mormente aquelas que trabalham com a área da infraestrutura, contratadas e contratantes, de forma que o cerco fechado ficou fácil para as ações devastadoras tornando o mercado das grandes construções, de melhoramentos para o país, numa verdadeira mina de recursos a serem explorados e desviados por aqueles que fizeram o trabalho suja da corrupção.


Novas medidas são tomadas, vetos são feitos pela presidente que tenta tornar menos penoso o caminho a ser percorrido até o início da estabilidade do país, o Congresso responde positivamente aos apelos dos condutores da nova política, foi feito um chamamento geral, incluindo-se aí até mesmo a oposição, que também deu sua parcela de contribuição pelo menos nos primeiros 26 vetos votados na noite de ontem (22), no Congresso Nacional. Não podia ser diferente, a hora de extrema anormalidade, o prejuízo já é enorme, novos ralos não podem ficar à disposição da gastança exagerada, pelo contrário, deve-se colocar vetores para eliminar desperdícios.


Os números não nos ajudam, já há uma projeção de uma inflação bem próxima aos 10% atualizada, o dólar dispara e acumula uma alta bem maior que os índices de países com suas economias devastadas bem antes que a nossa, ultrapassando o valor de R$4 reais; o desemprego cresce na proporção que o tempo passa e não há uma volta da credibilidade do governo pelos investidores e empresários do mercado produtivo. O desalento tomou conta da classe estudantil, que sem esperança do retorno das aulas nas principais Universidades Federais, ficam parados e incrédulos, enquanto professores continuam em greve e o governo fazendo ouvido moco como se o assunto não fosse da sua alçada.


Os que tem o plenipotenciário para, de alguma forma, ajudar na reestruturação do país, encontram-se parados, esperando por uma mudança que possa surgir na área administrativa do governo central, com eliminações de ministérios, remanejamento de pessoal, e até cortes de servidores, juridicamente passíveis de dispensas, numa ação paliativa, não definitiva, dando satisfação à sociedade, que espera um pouco mais de ação do governo. E o que temos assistido são verdadeiros massacres contra a população com o efeito de aumento da carga tributária e a recondução de impostos já sepultados e agora lembrados para fazerem parte de um conjunto de alternativas viáveis ao saneamento das dívidas e do infortúnio que nos acomete pelas mãos desditosas do atual governo.


O que mais lamentamos é que a área social é a que mais padece nesse momento, as políticas de apoio aos mais carentes foi sem dúvida administrada sem nenhum zelo ou cuidado, levando a gestão do governo Dilma a uma gastança exacerbada, uma verdadeira farra dos bilhões, e esse governo fantasioso, sem medir as consequências danosas dos seus atos, agora, por força da pressão externa, ao seu governo, se sentem obrigado a frear a economia, realinhar seus projetos, parar ações do PAC, esperar a poeira da devastação assentar, contar que o povo tenha paciência e suporte os desafios que estão por vir, para que a própria presidente possa se manter no cargo, caso os seus atos não se tornem motivos de impeachment, se aceito pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o processo já corre na Câmara dos Deputados.


Genival Torres Dantas

Escritor e Poeta

genivaldantasrp@gmai.com

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