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  • Foto do escritorGenival Dantas

É fogo, é água, é discurso apócrifo, é a vida lúdica... (11/08/2021)





O Fato Sem Politicagem 11/08/2021


Quando os meios de comunicações nos transmitem imagens e palavras de um planeta tido como sórdido, esquecem seus pronunciantes da forma mais vingativa que a natureza reage aos ataques anunciados ou não pelo homem, aquele que devia ser o seu guardião e zelador, ele simplesmente se faz de inocente e desde muito tempo vem agindo de forma criminosa, dolosa e arbitrária, com único objetivo de tirar proveito dos seus recursos em benefício próprio.


Nessa patifaria contra as riquezas naturais o brasileiro sempre foi um baluarte nas suas iniciativas, desde nossa colonização temos praticado tudo que é danoso aos nossos recursos naturais, aprendemos com nossos colonizadores que a terra foi feita para ser invadida, maltratada, desalojando todo e qualquer elemento considerado natural, portanto seu verdadeiro proprietário, por ser ela seu verdadeiro habitat, nem que seja preciso a eliminação dos povos nativos.


Essa conjuntura mundial sempre foi tema, nas últimas décadas, entre os que conseguem administrar esse tema com um olhar mais humano, aquilatar os verdadeiros valores, sua essência e o respeito pelo outro. Mesmo assim, em nome do desenvolvimento temos nos comportados como carrascos, cruéis e desumanos para com a terra; quando vejo o planeta sendo sufocado pela fumaça dos fogos distribuídos por continentes e países, sinto a sensação de desprezo do homem pelo nosso planeta.


As imagens que nos são transmitidas das inundações cuja força das águas leva para longe, habitações, animais e plantações, como se fora brinquedos de papel a imergir nas profundezas dos leitos temporários, transformados que são, numa luta incessante, como verdadeiros soldados da natureza pedindo passagem pelas terras tomadas para uso e desfrute da maldade humana, nada me convence que não estamos sendo cobrados pelos nossos gestos de patifarias plenas.


A Europa tem sido castigada com países como a Grécia sendo transfigurada, por onde as chamas queimam matas, cidades e campos, assim como outros países em menor escala. A África também paga seu preço com sua cota de destruição estabelecida pela própria natureza. Não ficam incólumes dessas ações as Américas, tanto do Norte como do Sul, dessa forma, todos nós pagamos nosso preço por conta da nossa crueldade, nada mais justo que o credor cobre sua dívida.


O Brasil tem se mantido um pagador velhaco, mas paga com juros e correção monetária. O norte brasileiro tem sofrido na mão da natureza, com a Amazônia sendo sufocada pelas chamas das suas florestas, com algumas regiões sendo invadidas pelas águas, em verdadeiro contraste na região; enquanto isso nosso pantanal sofre com a falta d’água, levando seus animais à iminência da morte precoce, sem ser piegas, resultado das nossas provocações regionais.


Acordei hoje com informações de morros sendo desmoronados por conta de chuvas torrenciais, em Recife/ PE, conheço essa história desde o final dos anos 1960 e o começo dos anos 1970, quando por lá morei e estudei. A aquiescência da minha memória me informa que aquela região é provida de 60% da sua área em estado de risco, como em outras cidades com as mesmas características, tal qual o Rio de Janeiro, nada é feito para, pelo menos, amenizar a situação, evitando mortes futuras.


O Estado de São Paulo tem sofrido bastante com o prenúncio de um possível racionamento d’água, as chuvas não estão sendo o suficiente para regarem as terras paulistas e manterem os reservatórios em níveis considerados seguros para abastecimento do maior Estado da Federação, assim como São Paulo, certamente, outros Estados estão com igual dificuldade, com previsões para o futuro próximo, que se avizinha, dessa forma, estamos nos transformando em reféns da natureza.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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